Projeto TEEM tem fila de espera
com mais de 1,5 mil adolescentes
Marccio W. Varella
Há um fila de 1.500 adolescentes de famílias carentes entre 14 e 18 anos incompletos esperando uma vaga no Trabalho e Encaminhamento do Menor de Maringá (TEEM), que oferece cursos profissionalizantes, atividades recreativas e culturais e bolsas de trabalho desde 1988. Lá dentro, existem 220 alunos estudando na Escola Profissionalizante, dirigida pela professora Dauti Ferreira Tortato. Os cursos oferecidos são de tornearia, mecânica, artes gráficas, marcenaria, serigrafia, tapeçaria, padaria, bordados, costura reta, corte e costura e trabalhos manuais.
Terminado o curso, convênio entre a prefeitura e empresas de Maringá contratam os adolescentes. A carteira de trabalho é assinada e os rapazes e moças fazem três refeições no TEEM, na zona sul da cidade, a um quilômetro do centro. A única exigência é que o adolescente esteja matriculado em escola pública.
Hoje existem 513 jovens do TEEM trabalhando em 95 empresas da cidade - no comércio em geral, na Caixa Econômica Federal, Universidade Estadual de Maringá (UEM) e prefeitura. O TEEM mantem ainda uma central de triagem para atender crianças entre sete e 14 anos, com os mesmos benefícios dos outros.
O mais recente programa de atendimento às crianças e adolescenets carentes de Maringá é a Escola de Jardinagem, denominada Fundação do Meio Ambiente. O projeto que criou esta fundação, de autoria do vereador Basílio Bacarin, foi aprovado no ano passado. A Fundação assinou convênio com empresários que pagam meio salário mínimo aos jovens entre 14 e 17 anos e com a Secretaria do Meio Ambiente, proprietária do viveiro onde a garotada prepara as mudas.
O objetivo do projeto é embelezar a cidade, diz o vereador Bacarin. Hoje, 18 rapazes e moças estão plantando flores na Praça da Catedral. O plantio já foi feito na Avenida Tiradentes. Os garotos são pedidos ao TEEM, que dá os cursos de jardinagem em convênio com a UEM. ‘‘Além de deixar a cidade bonita, os garotos estão tendo a oportunidade de se profissionalizarem’’, afirma Bacarin.

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