Projeto sócio-econômico orienta as atividades
A condução de cada vila rural segue um projeto sócio-econômico. É o levantamento do perfil das famílias, das aptidões de cada um, da potencialidade da região e da demanda do mercado que que vai definir o que vai acontecer em cima da área, como as lavouras a serem plantadas, cursos e treinamentos.
O primeiro passo para a implantação de uma vila rural é a aquisição do terreno. Esta atribuição é da prefeitura, que pode inclusive financiar a compra. A avaliação do valor da área é feita pelo Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura (Deral). Depois de comprado, o terreno é repassado à Cohapar, que faz o estudo topográfico da área. Em seguida, é feito o parcelamento da área com o projeto para a construção das casas.
A seleção das famílias a serem beneficiadas é feita em conjunto pela Secretaria da Criança, Emater, prefeitura e Cohapar. As famílias primeiro são cadastradas e em seguida são visitadas e entrevistadas por assistentes sociais. Desde a compra do terreno até a instalação das famílias no local são cerca de quatro meses.
A partir da mudança para a área, as famílias recebem acompanhamento permanente de técnicos da Emater, que orientam sobre as lavouras a serem plantadas, a sua condução e o manejo adequado.
As famílias têm 300 meses para pagar pelo lote e pela casa. As prestações não passam de 20% do salário mínimo. Nos primeiros 30 meses, no entanto, os beneficiários pagam apenas 50% do valor mais o seguro, o que representa hoje cerca de R$ 16,00.
Além disso, cada família recebe no início um crédito de R$ 1.100,00 a fundo perdido. O abatimento na prestação nos primeiros 30 meses e o repasse a fundo perdido são para garantir um fôlego para as famílias se estruturarem na primeira fase, diz Agostinho Nunes de Freitas, coordenador do programa.





