Um projeto de lei que prevê a instalação de placas de ruas em todas as esquinas de Londrina onde há imóveis ocupados foi aprovado ontem em segunda e última votação na Câmara Municipal. De autoria do vereador Marcelo Belinati (PP), a matéria havia sido aprovada em primeira discussão no início de 2006 e retirada de pauta. Agora, a matéria será enviada para sanção do prefeito Nedson Micheleti (PT).
A ausência de qualquer indicação de endereço em certos bairros e as más condições de boa parte das placas no Centro foram expostas em reportagem publicada pela FOLHA há uma semana. Na ocasião, o diretor de trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Álvaro Grotti Júnior, alegou que estava sendo concluído um processo licitatório para instalação e manutenção dos conjuntos de placas na Área Central e principais avenidas da cidade.
Para Belinati, entretanto, todo o município deve ser contemplado. ''O projeto prevê que haja placas verticais na periferia também, pelo menos em todas as esquinas onde haja residências'', defendeu.
O principal objetivo da proposta, segundo o vereador, é facilitar a chegada de socorro médico e atendimento policial aos moradores.
Médico e socorrista de um convênio particular, o parlamentar disse já ter vivenciado a demora para encontrar endereços de pacientes e frisou que a queixa é repetida por profissionais do Siate, Samu e até da Polícia Militar.
''Num evento de parada cardio-respiratória, por exemplo, a cada minuto sem atendimento caem em 10% as chances de sobrevivência do paciente. A instalação de placas é uma questão de custo-benefício. Quanto vale uma vida?'', questionou Belinati.
A reportagem procurou o diretor da CMTU, Grotti Júnior, para falar sobre a viabilidade do projeto, mas sua secretária informou que ele estava em Curitiba, em viagem de trabalho.

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