Projeto sobre camelódromo é aprovado
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terça-feira, 18 de dezembro de 2001
Lino Ramos<Br>De Londrina 
A Câmara aprovou ontem em primeira discussão o projeto que autoriza a prefeitura a usar por 14 meses parte da Avenida São Paulo para um camelódromo provisório em frente ao Terminal Urbano de transporte coletivo. A proposta original do executivo desafetava a área por 12 meses, mas ganhou uma emenda do vereador Henrique Barros ( PDT), aumentando o prazo para a Prefeitura construir um ''shopping popular e retirar os 222 camelôs que desde o início do ano estão em situação provisória.'' Barros rasgou em plenário outra emenda onde estipulava um prazo de seis meses para a saída dos ambulantes da Avenida São Paulo.
Com as galerias tomadas pelos camelôs, a discussão do projeto se arrastou por cerca de três horas porque todos os vereadores quiseram discursar em defesa da categoria. Todos também cobraram da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (Cmtu) a construção do novo espaço aos camelôs no prazo previsto em Lei. ''Vai levar cacete pesado se não resolver isso em um ano'', disse Elza Correia (PMDB). Na tentativa de ganhar a simpatia das galerias, Luiz Carlos Tamarozzi (PTB) lembrou que é ''freguês ativo do camelódromo''. Também não faltou discursos defendendo a instalação de banheiros no local.
O presidente da ONG Canaã (que representa os camelôs), Manoel Barbosa Freire,
disse que espera o apoio da sociedade para que o shopping popular seja construído ''o mais rápido possível''. Uma das possibilidades é a transferência dos camelôs para um barracão em frente ao Terminal Urbano. ''Nós aceitamos desde que todos sejam levados para lá'', afirmou. Além dos camelôs da São Paulo, existem mais 300 na calçada da avenida Leste/Oeste.


