Projeto Sinal Verde fica no vermelho em eficiência
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quarta-feira, 12 de junho de 2002
Ana Setti<Br>Reportagem Local 
Com o objetivo de abordar e tentar dar um redirecionamento social a crianças, adolescentes e adultos, que pedem esmolas nas esquinas de Londrina, a Prefeitura e a Secretaria de Ação Social lançaram, no dia 20 de maio, o projeto Sinal Verde, acionado mediante denúncia da comunidade.
A reportagem da Folha testou ontem o sistema e, embora a equipe de atendimento do projeto tenha se saído bem no acolhimento das denúncias, não se mostrou tão eficiente na resolução do problema, tendo demorado três horas para chegar ao local. Quando chegou, os pedintes não estavam mais lá.
As denúncias foram feitas pela manhã, sem a identificação de que se tratava de uma reportagem. A primeira, às 10h55, referia-se a um pedinte atuando na esquina da avenida Juscelino Kubitscheck com a rua João Cândido, bem próximo da CMTU; e a segunda, às 11h10, sobre outro homem pedindo dinheiro também na JK, esquina com a rua Pernambuco.
De acordo com Edna Mariane Rocha, coordenadora do projeto Sinal Verde, a demora em atender as denúncias feitas pela Folha ocorreu porque não havia ninguém disponível naquele momento. Uma das duas equipes que atua no projeto estava fazendo uma averiguação de mocós, como são chamados os locais em que os mendigos se escondem, e a outra fazia o recambiamento de moradores de rua daqui para suas cidades de origem, Sarandi e Maringá.
Os pedintes denunciados pela Folha já são conhecidos da equipe do Sinal Verde. Temos feito um trabalho constante de esclarecimento com os dois, informa Edna, mas eles resistem em sair da mendicância, fizeram opção pelo semáforo.


