Agora que o negócio com a Prefeitura de Londrina e o valor do aluguel foram definidos R$ 33 mil por mês o comerciante Ibrahim El Sayed conversou com a Folha. Acompanhado dos filhos, Mohamad e Ahmed, que trabalham com ele, Sayed fez questão de esclarecer que a família vai continuar os negócios na cidade: '' Tivemos alguns transtornos porque chegaram a pensar que a gente estava indo embora daqui, o que não é verdade. Vamos fechar uma loja e abrir outras duas'', frisou.
Sem querer especificar os locais, ele adiantou que uma delas deve ser instalada na zona norte e a outra no centro da cidade. O filho, Mohamad, garantiu também que nenhum dos funcionários será demitido. São mais de 100 empregados, alguns com mais de 20 anos de trabalho na empresa. E lembra que o dinheiro do aluguel terá que ser usado para cobrir as despesas com as outras duas lojas.
Nascido no Líbano, Ibrahim chegou a Londrina em 1955. Começou a vida como mascate e hoje é dono de várias lojas e propriedades na região. Segundo os filhos, Sayed só concordou em alugar o prédio para o Camelódromo porque queria ajudar a cidade a resolver um problema social. Ele confirma: ''Me dizem que não fiz um bom negócio financeiro mas eu acho que valeu a pena porque eu amo essa cidade. Sou pioneiro aqui e também já fui mascate, por isso fui convencido a concordar em ceder o prédio'', contou.
Se a família não achou o aluguel um bom negócio, por outro lado Sayed está convencido que o Camelódromo vai ser um sucesso: ''Isso que a prefeitura está fazendo pelos camelôs nem um pai faria por eles. Eles só não vão dar certo aqui se não quiserem trabalhar. Este ponto é ótimo e minha loja vive cheia. Se fizerem tudo conforme o projeto, esse camelódromo vai ser a coqueluche da cidade'', prevê.

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