Projeto restringe uso de substância em Mariópolis
Projeto restringe uso de
substância em Mariópolis
A Câmara de Vereadores de Mariópolis (23 km ao sul de Pato Branco) aprovou um projeto de lei que restringe o uso de agrotóxicos compostos pela substância 2,4-D no período de setembro a fevereiro.
É que o produto, especificado como volátil e que desloca-se pelo ar num raio de um quilômetro, dizimou plantações de uvas, uma das principais culturas do município.
Segundo o vereador Valdemar Bugoni (PTB), há dois anos alguns produtores usaram indiscriminadamente o 2,4-D e arrasaram parreirais.
Mariópolis reúne cerca de 150 produtores de uva e há dez anos tem como tradição promover a Festa da Uva.
Bugoni disse que antes de encaminhar o projeto de lei consultou agrônomos e agricultores. Debati o problema porque demora cerca de três anos para recuperar a videira e os fruticultores estavam reclamando do produto, salientou. O vereador esclareceu que a lei não proíbe a venda, apenas restringe o uso.
De acordo com o projeto, os agricultores que burlarem a lei terão que pagar multa de R$ 300, independente da extensão onde o produto for utilizado.
Os que reincidirem na infração pagarão o dobro da multa. A fiscalização será feita pela Vigilância Sanitária e Departamento Municipal de Agricultura.
Serão penalizados o agricultor e o técnico ou responsável pelo receituário agronômico. Esta determinação deve-se ao fato que os agricultores de Mariópolis podem receber a receita em outro município e aplicar em sua propriedade, disse.
O gerente do Departamento de Sementes da Cooperativa Mista São Cristóvão, Luis Zanin, explicou que quando o produto é aplicado indevidamente causa distúrbios na estrutura fisiológica nas culturas de folhas largas.
Na saúde humana os danos ocorrem quando o 2,4-D é aplicado fora das normas de segurança, que inclui o uso de roupas recomendadas pela legislação. (Sandra Mara Mendes)





