Curitiba

Arquivo FolhaJoão Maria Camargo Ferreira, presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Curitiba: ‘‘A alíquota do IPTU é um tributo selvagem contra a hotelaria, já que os estabelecimentos não funcionam como residência e não permanecem lotados a maior parte do ano’’O projeto de lei da prefeitura que prevê a redução no IPTU (Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana) cobrado dos hóteis e estabelecimentos similares em Curitiba está sendo questionado por vereadores da Câmara Municipal. O projeto, que deve ser votado na próxima segunda-feira, determina a redução da alíquota de 1,5% para 1% e, teria como objetivo incentivar a vinda de turistas para a cidade.
Para o vereador Tadeu Veneri (PT), a relação custo-benefício do projeto tem que ser muito bem explicada antes da votação. ‘‘A prefeitura não soube responder o número de pessoas beneficiadas e o valor nominal a que o município iria renunciar com a aprovação do projeto’’, disse. ‘‘Enquanto a prefeitura prevê o aumento do IPTU em até 30% para os cidadãos, no próximo ano, o setor da hotelaria poderá ser beneficiado. Queremos saber os motivos da prioridade dada ao segmento’’, comenta o vereador.
Segundo o presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Curitiba, João Maria Camargo Ferreira, atualmente os cerca de 100 hotéis da cidade pagam US$ 1,5 milhão de IPTU por ano, além de US$ 1,2 milhão de Imposto sobre Serviços (ISS).
‘‘Estamos há seis anos reivindicando essa redução. A alíquota do IPTU é um tributo selvagem contra a hotelaria, já que os estabelecimentos não funcionam como residência e não permanecem lotados a maior parte do ano’’, disse. Ele observa que a alíquota de um apart-hotel é de 0,5% e que o valor do IPTU cobrado dos hotéis em outros Estados brasileiros já é de 1%.

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