Curitiba - No final deste mês, dependentes de álcool e outras drogas que cumprem penas alternativas no Estado deverão ser atendidos pelo Núcleo de Orientação e Atendimento a Dependentes Químicos (Noad). A iniciativa é do Ministério Público do Paraná em parceria com a Secretaria de Segurança.
De acordo com a psicóloga Cléia Oliveira Cunha, que coordena o projeto, o primeiro passo está sendo a formação de uma rede com a parceira de universidades, centros de formação e profissionais para prestar o atendimento. Cada instituição terá um banco de horas, destinando um tempo a cada semana para dedicar a palestras, orientações e atendimentos.
O núcleo vai funcionar no antigo prédio da Corregedoria da Polícia Civil no centro de Curitiba, com o objetivo de reduzir a reincidência de crimes no Estado. A estimativa é de que 70% dos crimes estejam associados ao uso de álcool ou entorpecentes. De acordo com a promotora de Justiça Maria Espéria da Costa Moura, da Central de Execução de Penas Alternativas (Cepa), atualmente cerca de 900 dependentes cumprem penas alternativas. A idéia é que o Núcleo passe a atender no futuro também os egressos de prisões que estiverem saindo em liberdade condicional.
A Associação Pró-Alternativas Penais (Apap), criada há dois anos, vai funcionar junto com o núcleo. Composta por juízes, promotores, advogados, estudantes, assistentes sociais e psicólogos, a Apap já fez 265 atendimentos de réus que cumprem penas alternativas e que precisam de algum tipo de assistência. ''Desenvolvemos ações para contribuir para a reestruturação da vida dessas pessoas, como viabilizar tratamentos de saúde, creche ou pré-escola para seus filhos e até regularização de documentação'', conta a assistente social Juliana Cristina Passos Oricoli. Ela estima que pelo menos metade desses réus tenha envolvimento com álcool ou drogas.

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