Projeto quer reduzi r violência nas escolas
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terça-feira, 05 de junho de 2001
Katia Michelle De Curitiba 
No filme A Corrente do Bem, baseado no romance de Catherine Ryan Hyde, um garotinho (Haley Joel, de Sexto Sentido) tenta promover o bem de uma maneira bastante peculiar. Na visão do menino, se cada pessoa beneficiada por uma boa ação, se comprometer a ajudar mais três pessoas necessitadas, o mundo ficaria bem melhor em pouquíssimo tempo. É mais ou menos isso que pretende o Projeto Não-Violência, instaurado em Curitiba há pouco menos de dois anos.
O projeto nasceu na Suécia há sete anos e tem o objetivo de capacitar jovens nas próprias escolas para que eles levem aos colegas e para a comunidade a idéia de um mundo sem violência. O projeto já conseguiu reduzir em 25% a violência nas escolas que atua, revela o educador responsável pelo projeto Richard Frederick. Ele esteve em Curitiba para finalizar o trabalho com os alunos da Escola Estadual Ermelino de Leão, a primeira instituição a trabalhar com o projeto internacional. O trabalho é de prevenção, através da educação, enfatiza Frederick.
Tratam-se de reuniões semanais que discutem o tema e buscam encontrar soluções para os problemas vivenciados nas escolas. Os alunos repassam para os colegas o que aprendem nesses encontros e tentam amenizar as brigas e conflitos entre os grupos. O estudante Samuel Camargo Falavinha, 14 anos, conta que entrou no grupo influenciado por um primo. Até meu comportamento mudou, revela. Antes era mais agressivo e desatento. O estudante conta que participar do projeto lhe rendeu novas amizades. Falamos sobre o tema em shoppings, mercados e outros lugares do bairro. Para Falavinha, violência é qualquer ato que machuque a ele ou ao próximo. Por isso temos que evitar atos agressivos e buscar um mundo sem violência, ensina.
Além da Escola Estadual Ermelino de Leão, as escolas Elias Abrão e Jaime Canet também participam do projeto, com cerca de 60 crianças envolvidas. A meta é que cada vez mais escolas participem. Para fazer parte do projeto, as escolas precisam se cadastrar pelo telefone ou e-mail e colocar a disposição coordenadores e professores para monitorar as reuniões. Esses professores são treinados por profissionais ligados ao Projeto Não-Violência.
Mais informações sobre o projeto podem ser obtidas pelo telefone (41) 254-1643 e www.naoviolencia.org.br


