Os vereadores de oposição ao prefeito Cassio Taniguchi decidiram criar um projeto de lei proibindo a terceirização de creches e outras unidades de educação infantil de Curitiba. A medida visa tornar sem efeito o edital de licitação, publicado pela prefeitura no último 10, para contratação de empresas da iniciativa privada, que passariam a gerenciar 26 creches do município.
Segundo o vereador Jorge Samek (PT), a intenção é conseguir que o projeto seja votado em regime de urgência, mas para que isso aconteça é necessário que 12 vereadores sejam favoráreis. ‘‘Onze votos estão garantidos’’, afirmou. Samek acredita que o prefeito vai mobilizar sua base governista na Câmara para impedir o regime de urgência.
Outra medida, segundo Samek, é uma ação pública, que deverá ser protocolada até o final desta semana, junto à Vara da Infância, pelo próprio partido ou por alguma entidade que possa fazer isso. Ele entende que a proposta da prefeitura deveria ter sido discutida em outras instâncias, especialmente pelo conselho municipal que cuida das questões relacionadas à infância e adolescência. Samek afirmou que os vereadores vão acionar o Ministério Público.
‘‘Não somos contrários a que a iniciativa privada venha para somar esforços, desde que seja para a construção de novas creches e não para assumir aquelas que já funcionam e prestam um bom atendimento’’, declarou Samek.
A secretária municipal da Criança, Dacylia Vieira dos Santos, participou da sessão de ontem na Câmara Municipal para dar esclarecimentos sobre o processo de terceirização das creches. Um dos pontos polêmicos da discussão foi com relação a um dos itens da licitação que dá margem para terceirização dos serviços em outras unidades. As mães tomaram conta das galerias da Câmara e vaiaram a secretária.

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