Projeto quer fechar bares às 23 horas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 02 de agosto de 2001
Gilmar Agassi<BR>De Cascavel 
Os bares de Cascavel poderão fechar às 23 horas, caso a Câmara aprove o projeto de lei dos vereadores Josias de Souza (PRP) e Júlio César Leme da Silva (PMDB), que limita o horário de funcionamento de estabelecimentos que atuam na venda a varejo de bebidas alcoólicas. O projeto será votado nas próximas sessões da Câmara e tem gerado discussões entre a população e proprietários de bares.
Segundo o projeto, somente os clubes dançantes e estabelecimentos que tenham seguranças credenciados poderão funcionar após as 23 horas, além dos postos de combustíveis que tenham lojas de conveniência. Para o vereador Josias de Souza, um dos principais objetivos do projeto é diminuir a violência na cidade, que vem aumentando com o passar dos anos.
Ele observa que com o fechamento dos bares às 23 horas, as possibilidades da pessoa chegar embriagada em casa são menores, diminuindo as chances de acontecerem brigas e agressões. O vereador diz que se aprovada a nova lei irá mudar o conceito de segurança em Cascavel.
De acordo com o projeto, os bares poderão funcionar por mais uma hora somente nos sábados, domingos e véspera de feriados. Além disso, será obrigatório que o comerciante fixe um cartaz comunicando o horário de atendimento. Josias complementa que o cumprimento da lei deverá ser fiscalizado pela prefeitura e, se necessário, com apoio das polícias Civil e Militar.
O comandante do 6º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Antônio Amauri Ferreira de Lima, aprova o projeto por considerar que será mais uma tentativa de combater a criminalidade. Ele ressalta que 65% das ocorrências após às 23 horas são procedentes de bares, tanto na periferia quanto no centro de Cascavel. Nós teremos a certeza de que as pessoas que estarão circulando após esse horário são desocupados, alega.
O proprietário de bar Adalberto de Jesus não acredita que a lei poderá solucionar o problema da violência. Para ele, sempre haverá um bar aberto para as pessoas poderem tomar sua cachaça. Já a assistente social Adriane Gonçalves da Luz acredita que se a lei não acabar com a criminalidade, pelo menos vai resgatar os valores da família.


