Da Sucursal

Kraw PenasSem segurançaO zelador Rubens Ferreira, da Escola Estadual Nilo Brandão, mostra buracos na grade de proteção instalada em volta do prédio feitos por gangues Ameaças de morte, vandalismo e até porte ilegal de arma são uma parte da lista de problemas enfrentados pela diretoria das escolas de alguns bairros da periferia de Curitiba e da Região Metropolitana. Um projeto envolvendo a patrulha escolar da Polícia Militar, que será lançado na próxima quinta-feira, vai concentrar os trabalhos nas regiões mais violentas.
Uma pesquisa realizada pelas secretarias de Estado da Segurança e da Educação apontou os pontos críticos e as áreas que receberão mais atenção da patrulha escolar, a partir da próxima semana, num programa especial de prevenção nas áreas com maior número de ocorrências policiais.
De acordo com a diretora-geral da secretaria da Educação, Miriam de Fátima Zaninelli Wellner, ‘‘as gangues intimidam a direção das escolas com ameaças pessoais.’’ A secretaria da Segurança destinou 25 viaturas e 60 policiais femininas especialmente para esse projeto.
Comunidades de cinco municípios da Região Metropolitana - Almirante Tamandaré, Piraquara, Pinhais, Colombo e Quatro Barras - e a região Norte de Curitiba, além de atenção especial aos bairros do Pinheirinho, vilas Verde e Osternack, abrangendo 237 escolas estaduais, receberão um tratamento preventivo contra o vandalismo, tráfico de drogas e porte ilegal de armas.
‘‘Os alunos, a família e toda a comunidade poderão participar das palestras preventivas. Se for necessário, haverá encaminhamento psicológico. Vamos tentar atacar o foco do problema e envolver toda a comunidade nesse trabalho’’, adiantou a diretora a secretaria.
As policiais femininas ficarão encarregadas das patrulhas ‘‘por representarem não só a atitude repressiva mas também uma tentativa de aproximação com a comunidade’’, disse a diretora. Segundo ela, algumas escolas têm problemas até de alcoolismo com alunos da 5ª série do período diurno. As policiais receberam treinamento específico para lidar com esses problemas.
Depois que as escolas começaram a receber equipamentos eletrônicos como aparelhos de televisão, de vídeo, retro-projetores e computadores, os furtos aumentaram significativamente. Em uma das escolas, não identificada pela chefe do Núcleo da Área Norte, Creusa Santos Borges, a diretora revolveu negociar com os líderes de gangues. ‘‘Reservamos um horário especial para que a turma use a quadra de esportes e a biblioteca, em troca recebemos a promessa de auxílio na segurança’’, conta. Segundo ela, a permuta está dando certo.

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