Projeto quer aproximar polícia da comunidade
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 15 de abril de 2004
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
Cinco bairros de Londrina serão contemplados na primeira etapa do projeto Policiamento Ostensivo Volante, o Povo, lançado ontem na cidade pelo governador Roberto Requião (PMDB). A experiência, que será estendida para todo o Estado, tem como objetivo agilizar a ação dos policiais e aproximá-los da comunidade.
''A novidade é o policiamento solidário. Não é mais o policial algoz, punitivo, mas o que vive e convive com a comunidade'', declarou o governador. Para levar a cabo essa idéia, a Polícia Militar (PM) deverá colocar policiais atuando permanentemente nos bairros previstos no projeto. ''Eles vão visitar todas as residências, se apresentando pessoalmente e entregando um cartão com fotografia e número do celular. Quando houver um problema de segurança pública, o morador vai poder chamar o policial pelo nome e registrar sua queixa imediatamente'', explicou o secretário de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari. Para divulgar melhor a ação, também serão distribuídas cartilhas para a população.
Outro ponto ressaltado no Povo é a modernização do trabalho de rua da PM. De acordo com Delazari, cada policial será munido de um celular com tecnologia GSM e um Palm-top (computador de mão), possibilitando o registro imediato de queixas e ocorrências, que serão enviadas em tempo real para as centrais de polícia. Ontem, foram entregues cinco novas viaturas e dez motocicletas destinadas ao projeto.
Vinte policiais militares foram destacados para o início das atividades. Requião garantiu que, ''em breve'', irá aumentar o efetivo para 50 homens, número que poderá ser ampliado conforme as necessidades. Segundo o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Londrina, tenente-coronel Manoel da Cruz Neto, 40 policiais estão sendo treinados a cada semana para trabalhar dentro das diretrizes do projeto. Até o final de maio, todo o efetivo da PM o comandante não quis divulgar a soma deverá ter passado pela reciclagem.
A experiência será aplicada nos conjuntos Lindóia e Parigot de Souza (Zona Norte), Jardim Bandeirantes (Zona Oeste), Jardim Califórnia (Zona Leste) e Altos da Inglaterra (Zona Sul). Bairros tidos entre os mais violentos de Londrina, como os jardins Nossa Senhora da Paz (Oeste) e Santa Fé (Zona Leste) ficaram de fora. ''Se você pega um bairro muito violento, as pessoas não vão querer falar com os policiais. E para que o projeto dê certo, é importante ter o respaldo da comunidade'', justificou Cruz.
O delegado-chefe da 10 Subdvisão Policial (SDP), Jurandir Gonçalves André, comentou que qualquer ampliação dos recursos da polícia é válida, mesmo que seja da PM, e não da Polícia Civil. ''É automático que isso traga melhorias. Na Polícia Civil, continuamos trabalhando com os recursos disponíveis'', disse. Delazari informou que esse setor irá receber reforços a partir de julho, quando os últimos policiais contratados pelo Estado deverão concluir treinamento.


