Depois da chuva do dia 21 de fevereiro, quando diversas garagens de Curitiba foram alagadas, um projeto que pretende evitar a construção de estacionamentos subterrâneos começa a ser discutido na Câmara Municipal. A proposta vai ser apresentada pelo vereador Jorge Bernardi na próxima semana (PDT) baseada em um projeto do Instituto de Engenharia do Paraná.
Segundo o vereador, o projeto pretende modificar a legislação que regulamenta o uso do solo, permitindo a instalação de garagens no nível térreo sem a perda de potencial construtivo. Sem essa modificação na lei, para cada garagem instalada no nível da rua um andar a menos é construído nos empreendimentos imobiliários.
Para o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Luiz Hayakawa, o debate sobre o tema é válido, desde que apresente uma solução que beneficie toda a sociedade. ‘‘A compra de potencial construtivo em fundos de vale ou a relocação de famílias que habitam locais de invasão, poderiam ser alternativas para compensar a construção de mais um andar e viabilizar a idéia’’, disse.
O vereador Jorge Bernardi explica que além de proteger os moradores da ação da natureza, a mudança também vai proporcionar economia aos moradores. Com isso, as garagens instaladas ao nível da rua poderiam ser iluminadas com luz natural, ficariam acima do nível das galerias pluviais acabando com a necessidade da utilização de bombas de água do interior dos estacionamentos.
O presidente do Instituto dos Engenheiros do Paraná, Volmir Selig, disse que outro ponto positivo da proposta é a construção de grandes reservatórios de água abaixo das garagens. Estas ‘piscinas’ recolheriam água da chuva, alimentando lençóis freáticos e evitando alagamentos.
A síndica do Edifício Conrado Riedler, Maria Saja, gostou da idéia. Saja conta que durante a chuva do dia 21 a garagem foi totalmente alagada e os 22 carros que estavam estacionados acabaram totalmente submersos.

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