Campo Mourão Um projeto lançado anteontem à noite em Campo Mourão pretende fazer com que as empresas da cidade incentivem seus funcionários a aumentar o grau de escolaridade. O primeiro compromisso é acabar com o analfabetismo entre os empregados de empresas filiadas à Associação Comercial e Industrial (Acicam) e à Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).
''É inadmíssivel nos dias de hoje pensar numa empresa com funcionários analfabetos'', disse o empresário e pai do projeto, Áter Cristófoli. O primeiro passo será a realização de um levantamento com a situação educacional de cada empregado. O diagnóstico será feito por quatro professoras e deverá estar pronto em dois meses.
O projeto foi encampado pelo Sindicato Patronal do Comércio, que num primeiro momento vai investir R$ 50 mil na proposta. Outras entidades como a Acicam, a CDL e a prefeitura também anunciaram que vão participar do projeto. ''Essa idéia servirá de exemplo para outras cidades'', prevê o presidente da Acicam, Elói Bonkoski.
O objetivo do projeto é aumentar a escolaridade média e a auto-estima dos empregados. Com isso, acredita-se que haverá um aumento do faturamento per capita e um aumento também na produtividade e na lucratividade das empresas. ''O empresário precisa puxar para si a responsabilidade e pensar no futuro do seu funcionário'', disse Cristófoli.
O projeto foi feito com base numa experiência que Cristófoli teve em sua empresa. Há seis anos, ele deu um prazo para que seus 40 funcionários tivessem, no mínimo, o ensino médio. ''Fomos duros e dissemos que quem não estudasse estaria fora da empresa. Isso não nos custou nada a não ser uma questão de postura'', explicou. A média de escolaridade de seus funcionários, hoje, é de 13 anos, o dobro da média nacional.

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