O projeto de lei de autoria do Executivo, doando a área do aterro do lago Igapó 2, no jardim Maringá (região central), à iniciativa privada, na modalidade concorrência, foi retirado de pauta ontem por tempo indeterminado. Os vereadores entenderam se tratar de um projeto polêmico e decidiram recomendar ao Executivo que solicite um Relatório de Impacto Ambiental da área.
O plenário sugere que o relatório seja solicitado ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Ibama e Autarquia do Meio Ambiente (AMA). ‘‘Temos um parecer do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPPUL) dizendo que é possível fazer uma área de lazer no local, mas há dúvidas se é possível fazer uma edificação’’, informa o líder do prefeito na Câmara, Renato Araújo (PPB). ‘‘considero que o atraso na votação de um projeto como esse traz prejuízos à cidade’’.
De acordo com o projeto do Executivo, a área de cerca de 80 mil metros quadrados deve, necessariamente, servir a um empreendimento voltado ao lazer, arte, cultura, turismo, esporte, comércio e serviços. A área mínima de utilização deve ser de 40 mil metros quadrados, sendo 20 mil metros de área construída e 20 mil metros direcionados à circulação de veículos e estacionamento.
‘‘O projeto é polêmico e deve ser discutido pela sociedade’’, defende a vereadora Elza Correia (sem partido). As discussões na Câmara, no entanto, não têm sido acompanhadas pela sociedade civil.

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