Campo Mourão pode ganhar um albergue somente para atender mulheres vítimas de violência. Pelo menos é isso que está propondo um projeto de lei apresentado pelo vereador Sérgio Martinhago (PT).
O ‘‘Programa Municipal de Albergues’’, como a proposta foi batizada, prevê o atendimento em caráter emergencial e provisório. Além das mulheres agredidas pelos maridos, seriam atendidos seus filhos menores de idade.
Segundo o projeto, o albergue seria mantido pela prefeitura, que teria que fornecer abrigo, alimentação, prestação de ação social, médica, psicológica e até jurídica às mulheres agredidas e seus filhos.
Somente seriam atendidas, no entanto, as mulheres cujo retorno ao domicílio represente risco de vida. A avaliação do riso de vida seria feita pelo Serviço de Atendimento à Mulher (SAM), mantido na delegacia.
‘‘É uma questão de cidadania’’, ressalta Martinhago. ‘‘O objetivo do programa é fazer com que a mulher supere as situações de crise e carência psicossocial’’.
O vereador diz que o albergue também vai valorizar as potencialidades da mulher, despertar sua consciência de cidadania e favorecer sua capacidade profissional. Antes de ir para votação em plenário, o projeto será discutido nas comissões.
GestantesOutro projeto apresentado por Martinhago prevê benefícios para mulheres grávidas que usam o transporte coletivo urbano.
Ele quer transformar em lei a desobrigação das gestantes em passar pela roleta dos ônibus. Elas continuariam pagando as passagens normalmente, mas poderiam entrar no ônibus pela porta de trás, sem passar pela roleta. Seriam beneficiadas apenas as gestantes a partir do sexto mês de gravidez.

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