Um projeto de lei apresentado na Câmara de Vereadores de Campo Mourão pretende impedir que postos de gasolina do município implantem o sistema de auto-atendimento, no qual os próprios clientes abastecem seus carros. A proposta é do vereador Sérgio Martinhago (PT) e só ontem à noite deveria ser levada ao conhecimento dos demais vereadores. Martinhago diz que teme pelo desemprego e pela segurança dos clientes.
‘‘O auto-atendimento pode ser bom para algumas empresas e para alguns clientes, mas é ruim para o frentista que perde o emprego e para o cliente que não está treinado para manipular produtos inflamáveis’’, justifica o vereador. Segundo ele, o sistema pode provocar uma ‘‘drástica’’ redução de empregos e pôr em risco a população. O projeto diz que os postos que já têm as bombas automatizadas poderão mantê-las, mas o abastecimento terá que ser feito por frentistas. A multa para quem não respeitar a lei chega a R$ 13 mil.
Em Campo Mourão, atualmente apenas um posto mantém o sistema automatizado. O gerente Nélson Miotto diz que o projeto da Câmara não tem sentido. ‘‘O sistema não gera desemprego porque frentistas acompanham o abastecimento’’, ressalta. Segundo ele, o posto, mesmo automatizado, mantém cinco frentistas. ‘‘Além disso, as bombas são seguras e muito usadas em cidades de maior porte’’.

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