Os 16 estagiários que participam do projeto Prisão Cidadã, uma parceria entre a subsecional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Londrina e do Paraná e a secretaria de Segurança Pública do Estado, receberam na manhã de ontem seus diplomas de formação. Eles continuarão prestando serviços. Num segundo estágio, os jovens trabalharão em casos de indulto e comutação de pena, liberados há poucos dias por decreto presidencial.
Desde o dia 19 de agosto, os estagiários analisaram casos de 250 presos da cidade. Desses, 33 processos permanecem em andamento. ''Alguns já tinham advogados de defesa e outros respondiam por crimes hediondos, que não são atendidos pelo projeto'', informou Christine Bressan, coordenadora do projeto em Londrina.
Os estagiários trabalharam em processos de livramento, relaxamento e habeas corpus. Mais dez vagas serão abertas para novos estagiários. Podem se candidatar estudantes do 1º ao 5º ano de direito.
De acordo com Lucia Belloni, coordenadora estadual do Prisão Cidadã, o número de atendimento em Londrina é expressivo, especialmente em relação à população carcerária local. ''Nosso objetivo é lançar o projeto em toda a cidade onde houver um curso de direito'', ressaltou. Os estudantes que participam do projeto ganham títulos para concursos de magistratura, do Ministério Público e por serviços prestados à OAB.
Até o dia 20 de dezembro o projeto ainda estará atendendo e depois entra em recesso. As atividades serão retomadas dia 13 de janeiro . O Prisão Cidadã não atende réus acusados de crimes hediondos e nem analisa casos reincidentes. Para ser atendido pelo projeto o preso deve ser comprovadamente carente, sem ter advogado constituído.

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