Segundo o historiador Durvalino Biliatto, coordenador do programa Londrina Mil Ongs, do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Idel), o projeto das ONGs de capina e roçagem teve início em março do ano passado, com o recrutamento dos trabalhadores interessados neste tipo de serviço.
''A demanda é antiga. Muitos já trabalhavam com capina e roçagem de forma autônoma e nos procuravam em busca de serviço e outros apareceram depois dos anúncios na imprensa, igrejas e escolas'', recorda Biliatto.
Nas primeiras reuniões, os voluntários aprenderam sobre a dinâmica de funcionamento de uma organização não-governamental e participaram de cursos elaborados pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema). ''Eles tiveram aulas práticas e teóricas voltadas à limpeza de terrenos de fundos de vale.''
Segundo Biliatto, a idéia inicial era capacitar os trabalhadores para a manutenção das cerca de 70 áreas de fundo de vale existentes na cidade, ''além de conscientizar a comunidade a cuidar melhor dessas áreas.''. ''Em parceria com moradores e empresas, as ONGs adotaram o fundo de vale da avenida Castelo Branco, próximo à UEL, e iniciaram a negociação da limpeza do fundo de vale da Dez de Dezembro, perto da Inesul'', lembra o historiador.
Enquanto as negociações não se concretizam, os cerca de 50 voluntários das ONGs de capina ''ganham o pão realizando trabalhos informais de prestação de serviço para propriedades particulares'', informa Biliatto. (M.G.)

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