Curitiba Os cemitérios de Curitiba devem atender aos parâmetros de uma lei municipal aprovada na Câmara de Vereadores no início da semana. A matéria determina que tais espaços ofereçam cadeiras de roda e/ou muletas a visitantes portadores de deficiência física, reservem vagas no estacionamento para pessoas nestas condições e realizem adequações na estrutura que facilitem o acesso e a locomoção.
O projeto de lei foi proposto pelo vereador Paulo Frote (PSDB) e deve ser sancionado pelo prefeito Beto Richa (PSDB) nos próximos dias. Uma multa de 200 Ufirs será aplicada para quem infringir a lei e duplicada em caso de reincidência. ''Muitos cemitérios de Curitiba são antigos e foram projetados sem levar em conta as condições de acesso e locomoção dos deficientes físicos. Esta lei não deve onerar muito o município, pois são adequações simples'', comentou Frote.
Curitiba possui quatro cemitérios municipais e 18 particulares. ''A grande maioria dos cemitérios particulares da cidade já oferece rampa de acesso e cadeiras de roda. Os que estiverem fora de alguma norma deverão se adequar rapidamente, já que as mudanças previstas na lei não são complexas'', ponderou o vice-presidente do Sindicato dos Cemitérios Particulares de Curitiba, Róbson Posnik.
O diretor de serviços especiais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Walmor Trentini, informou que os cemitérios sob responsabilidade da prefeitura já estavam sendo adaptados e que todos oferecem cadeiras de roda a portadores de deficiência física.
''No Cemitério São Francisco de Paula, já foram construídas rampas na entrada. Um projeto para readequação interna do local foi feito e estamos na fase de definição do orçamento. A licitação deve ser realizada em abril. Em seguida, os outros cemitérios municipais sofrerão readequações parecidas'', garantiu Trentini.
O presidente da Associação dos Deficientes Físicos do Paraná, Mauro Nardini, disse que há muito a ser mudado nos cemitérios de Curitiba. ''As vias entre os túmulos são estreitas e não há passarelas e calçadas adequadas. A locomoção é difícil não só para portadores de deficiência, mas também para idosos e pessoas obesas. E é necessário que haja fiscalização para que as vagas específicas nos estacionamentos não sejam ocupadas'', alertou o presidente da associação.
Nardini comentou que os locais em Curitiba onde o acesso é mais difícil para deficientes físicos são os prédios públicos, algumas agências bancárias, terminais de ônibus e certos pontos turísticos, como parques.

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