Efetivo tecnológico da GM: atualmente, Londrina conta 300 unidades espalhadas pelo centro e bairros
Efetivo tecnológico da GM: atualmente, Londrina conta 300 unidades espalhadas pelo centro e bairros | Foto: Gustavo Carneiro



As forças de segurança que trabalham de forma integrada em Londrina pretendem contar com a tecnologia e ações em educação para conter o avanço da criminalidade em Londrina e região. De acordo com o coronel Randal Prates, do 2º Comando Regional da Polícia Militar, o CICCL (Centro Integrado de Comando e Controle Local) pretende instalar 400 câmeras de segurança em todas as regiões da cidade. A operacionalização, afirma ele, deve começar no segundo semestre, na sede da 4ª Cia. Independente de Londrina. No centro integrado, as polícias Militar e Civil, Guarda Municipal e Sercomtel atuarão no mesmo ambiente, fazendo o monitoramento da cidade.

"O projeto está adiantado. O local já está funcional e agora aguardamos o recebimento das multas aplicadas às empresas da Justiça do Trabalho. A Cidade Digital começa com a comunicação das polícias e até o segundo semestre já devemos ter a integração total das câmeras, colocando a cidade em um patamar melhor", afirmou.

As multas aplicadas às empresas citadas pelo comandante serão repassadas para a compra de equipamentos eletrônicos. Além do CICCL, há ainda a expectativa de melhorar a comunicação via rádio entre as polícias Civil e Militar e Guarda Municipal.

O anúncio foi feito na prefeitura na manhã de terça-feira (6), durante a divulgação do balanço do GGI (Gabinete de Gestão Integrada), que envolve as polícias Federal, Civil e Militar, GM e secretarias municipais de Defesa Social e de Saúde, entre outros.

"Começamos a implementar ações para a população que usam drogas, abordando os mais vulneráveis, em situação de rua. Eles são levados ao Centro POP (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua), que faz os devidos encaminhamentos para a rede de saúde do município", comentou coronel Randal.

O comandante ainda destacou ações em educação, como o Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência), que após dez anos será implementado novamente pela PM nas escolas municipais de Londrina. O programa é baseado em encontros semanais e tem o objetivo principal de prevenir a violência e o uso de drogas ilícitas. "Os números mostram que dos 93 homicídios registrados em 2017 em Londrina, 85% das vítimas tinham antecedentes criminais ou policiais", ressaltou.

NÚMEROS
Segundo os dados do 2º Comando Regional da PM, a média de homicídios em Londrina em 2018 foi de 19 para cada 100 mil habitantes. Número abaixo das médias nacional e estadual, que giram em torno de 26 a cada 100 mil.

Em todo o ano de 2016 foram registrados 114 assassinatos no município, enquanto que em 2017 foram 93. Neste ano já são sete registros. Para o comandante, a maior redução aparece em um comparativo do último trimestre de 2016 com o mesmo período de 2017. "Foi uma redução de 37 mortes para 8 no ano passado, ou seja, uma diminuição expressiva de 80%. é uma vida salva por dia", afirmou. Ainda de acordo com ele, os números de assassinatos em 2017 inclui os latrocínios (roubos seguidos de morte). "Os crimes de latrocínio tiveram 100% de autoria conhecida", comentou.

Em 2018 Londrina já registrou quatro latrocínios, sendo dois envolvendo motoristas de aplicativo. "Acredito que a partir do momento que houve o recebimento em espécie desses motoristas, atraiu a ganância dos criminosos. É mais uma fonte de busca do dinheiro fácil", disse o delegado-adjunto da 10ª SDP (Subdivisão Policial), Manoel Pelisson. Em 2017, foram sete latrocínios registrados na cidade.

Outros indicadores são o aumento da apreensão de drogas em 61% e os crimes de roubo. Na zona urbana, a PM registrou uma redução de 700 casos no ano, com destaque para o roubo de veículos (1.500 ocorrências) em Londrina e cidades vizinhas, mas a recuperação dos carros também foi citada pelo comando. Segundo Prates, 65% foram recuperados em 2017 e 16.837 criminosos foram detidos no município.

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