Uma das propostas do projeto é a instalação de um criatório de animais silvestres que seriam doados pelo IAP, sempre que o instituto apreendesse espécies importantes para o Parque. Pacas, veados, tatus e outros animais, cuja carne é considerada rara mas que podem ter sua produção ampliada em criatórios, seriam colocados no Parque das Araucárias.
Com o tempo, a produção desses animais poderia ser repassada pela municipalidade também para pequenos e médios produtores rurais, que poderiam ter uma fonte de renda alternativa. Parte da produção seria consumida no próprio parque. O projeto prevê também a instalação de um centro de visitantes que inclui um restaurante com pratos da culinária indígena e típicos dos imigrantes que povoaram a região de Guarapuava.
Além de animais silvestres, haverá um zoológico com espécies nativas da região. Um horto de plantas medicinais para fins científicos e econômicos poderá ser implantado no parque. A parceria seria com a Fundação Rureco, que já trabalha com a industrialização de ervas e chás produzidos pelos agricultores da região, com a participação da Emater e da Embrapa.
O projeto prevê ainda a instalação de dois importantes acervos da Unicentro. Um é o Museu Entomológico Hipólito Schneider, que possui uma das maiores coleções de insetos da América Latina com mais de 20 mil espécies catalogadas e 200 mil exemplares, e uma rara coleção de borboletas.
O segundo museu faz parte de uma doação feita pelo professor João José Bigarella, da Universidade Federal de Santa Catarina, que conta com um acervo completo de rochas, conchas e espécies marinhas.
O já denominado Museu de História Natural João José Bigarella, será transferido para Guarapuava ainda este mês. A recuperação e apresentação das peças será feita pelo professor Maurício Camargo Filho, do Departamento da Geociências. Os projetos de instalação desses museus envolverão ainda professores e alunos.
A criação de um Centro de Estudos ambientais tem apoio da Fundação Boticário, que fará a doação de painéis, cartazes, fitas de vídeo e um verdadeiro arsenal para estudantes, pesquisadores e ambientalistas. Os estudos poderão ser feitos no próprio Parque, num chalé já existente e que está em fase de recuperação.

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