A Assembléia Legislativa vota hoje projeto dos deputados Miltinho Puppio (PTB) e Aníbal Cury (PFL) que prevê alteração na lei 790/51 de demarcação dos limites de município de Marialva (17 km de Maringá). Se o projeto dos deputados for aprovado, a praça de pedágio construída pela concessionária Viapar, na BR-376, ficará no município de Mandaguari (33 km de Maringá).
O projeto reflete a luta da prefeita de Mandaguari, Maria Inês Botelho (PSDB), pelo terreno onde está hoje a praça de pedágio. O interesse maior é pela cobrança do Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN), que ficará com o município que abrigar a praça de pedágio. A estimativa é que o município venha a arrecadar entre R$ 15 mil a R$ 20 mil por mês.
De acordo com a lei 790/51 que os deputados pretendem alterar, o terreno onde está a praça de pedágio pertence ao município de Marialva. O projeto, entretanto, se baseia nas escrituras de terrenos localizados na região da praça de pedágio, que foram regitradas em cartórios de Mandaguari.
De acordo com o prefeita, Maria Inês Botelho, o terreno da praça de pedágio tem escritura feita em um cartório de Mandaguari. Ela contesta a lei 790/51, afirmando que houve um erro na demarcação do limite do município de Marialva. A lei foi criada em 1951 com a emancipação de Marialva, que até então pertencia ao município de Mandaguari.
O prefeito de Marialva, João Celso Martini (PSDB), não concorda com a prefeita de Mandaguari e diz que a lei é clara, determinando como limite dos municípios a nascente do Rio Alegre. Pela lei, o município de Marialva tem início a partir da nascente do rio. Segundo Martini, o registro do terreno da praça de pedágio em cartório de Mandaguari é normal, já que Marialva pertencia a Mandaguari antes da emancipação. Martini afirma que a praça de pedágio foi construída a quase dois quilômetros antes da divisa com Mandaguari.
Mesmo que a Assembléia Legislativa aprove o projeto dos deputados Miltinho Puppio e Aníbal Cury, a alteração no limite dos municípios só vai ocorrer após a realização de um plebiscito. De acordo com o deputado estadual Joel Coimbra (PFL), presidente da comissão de Justiça da Assembléia, é através do plebiscito que os moradores da área em conflito vão decidir o que pretendem. Devem votar no plebiscito os proprietários dos terrenos localizados na área que poderá ser alterada passando a pertencer ao município de Mandaguari de acordo com a lei. A área em letígio é predominantemente agrícola.Marcos NegriniFonte de rendaPraça de pedágio começou a cobrança no último dia 16, onde passam cerca de nove mil veículos por diaLucinéia Parra

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