Projeto pode ser retomado em 98
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quinta-feira, 02 de outubro de 1997
Londrina 
O secretário municipal de Obras, José Righi de Oliveira, esclareceu que o comentário nada a coisa alguma em momento algum foi feito com intenção de denegrir o parque Guanabara ou qualquer outro bairro da região. Foi uma força de expressão, no sentido de não conseguir realizar o objetivo do projeto, que é ligar a Maringá até a avenida Madre Leônia.
O secretário, no entanto, reafirmou que o interesse da Prefeitura é concluir o projeto na sua totalidade e não parcialmente. Ele afirma que a simples transposição, além de não resolver o problema de tráfego, não pode ser realizada no momento por falta de dinheiro.
José Righi destaca que o projeto não está abandonado e a expectativa é que no ano que vem a Prefeitura consiga recursos para que a obra seja concluída. Venham eles pela venda de ações da Sercomtel, pelo programa Paraná Urbano ou mesmo através da própria receita do município, que pode ter um aumento de até 16% em 1998. É uma obra importante, necessária, mas não podemos neste instante deixar de atender a periferia.
O secretário afirmou ainda que o orçamento para a conclusão total das obras, com prolongamento da Maringá, está mesmo em torno de R$ 650 mil. Esse dinheiro seria utilizado para construção de galerias pluviais, meio-fio, iluminação pública, calçada e pavimentação. Além disso, a Prefeitura poderia ter que desapropriar áreas da Gleba Palhano, já que pelo menos dois proprietários, ele afirma, não aceitam negociação.
Sobre a duplicação da ligação entre os lagos Igapó 1 e 2, e que consumiria cerca de R$ 450 mil, Righi argumenta que quando o vertedouro foi construído, há aproximadamente 20 anos, praticamente toda a região ainda não era asfaltada e a terra absorvia parte da água da chuva. Hoje a situação já é diferente: com o asfalto, a água da chuva vai direto para o lago. Como a vazão entre os lagos Igapó 1 e 2 é pequena, em dias de chuva forte já há inundações, por exemplo, na própria rua Joaquim Barreto.
Com a conclusão da ligação da Maringá com a Madre Leônia Milito, diz o secretário, esse problema iria ser potencializado, já que toda a área de chácaras da Gleba Palhano seria pavimentada. Daí a necessidade da duplicação do vertedouro. Por isso é necessário cerca de R$ 1 milhão. E o que está lá, o que já foi feito, não está perdido.
Sobre o arame farpado, do lado da rua Maringá, o secretário diz que ele foi colocado porque o local já estaria servindo como depósito de entulhos, o que poderia danificar os bueiros celulares. Ele acrescenta também que o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) já está desenvolvendo estudo para calçamento da rua Bento Munhoz da Rocha, mas ainda não há prazo para o início das obras.


