Maringá – A mobilização permanente de combate ao mosquito transmissor da dengue, Aedes aegypti, rendeu a Maringá (Noroeste) o convite para integrar um projeto-piloto do Ministério da Saúde. O município é um dos três brasileiros e o único do Sul do País que experimentará três diferentes estratégias para controlar o avanço da dengue. Neste seleto grupo, figuram também Santa Luzia (MG) e João Pessoa (PB). (leia mais nesta página).
  Segundo Antonio Carlos Nardi, secretário de Saúde de Maringá, a participação é um reconhecimento ao êxito obtido pela cidade nesta área. Ano passado, Maringá registrou mais de 5,6 mil casos de dengue contra 55 confirmados em 2008. O último Levantamento de Índice Rápido do Aedes (Lira), realizado em agosto, foi de 0,2%. Em 2007, um dos Liras atingiu 35% para cada 100 residências visitadas. ‘‘A dengue veio para ficar e o combate precisa ser diário. A mobilização permanente da sociedade é o ‘pulo do gato’. Isto não depende exclusivamente do poder público. É uma atitude pertinente de cada um de nós’’, afirmou.
  A intenção do Ministério da Saúde é aplicar uma ou duas dessas estratégias em mais de 100 municípios, distribuídos em 11 Estados do País, a partir deste verão. Os critérios de escolha foram a possibilidade de infestação do Aedes aegypti e área de risco. Conforme Nardi, o Paraná saiu desta classificação, recentemente, porque outros Estados apresentaram situação pior. ‘‘Nossa situação é confortável hoje. Isto não quer dizer que, na próxima semana, o quadro seja igual. Estamos iniciando umas fase ideal à proliferação do Aedes: quente e chuvosa. Por isso, o cuidado deve ser redobrado e constante o ano inteiro’’, sugeriu o secretário.
  A carta de intenções entre a Secretaria de Saúde de Maringá, a Secretaria de Estado de Saúde do Paraná e o Ministério da Saúde foi assinada há cerca de 25 dias, sem detalhamento e prazos. A expectativa de Nardi é que novas informações sobre o assunto cheguem nos próximos dias.
  O Ministério da Saúde ainda não divulgou o volume total de recursos empregado, mas as verbas devem sair do pacote de R$ 1 bilhão anunciado em outubro pelo ministro José Gomes Temporão. Todas as ações serão acompanhadas por técnicos do ministério e das secretarias estaduais da Saúde. (Com Agência Estado).

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