Projeto parecido tramita na Assembléia Legislativa do Estado
Um projeto do deputado Durval Amaral (PFL), que pretende proibir a venda de armas no Paraná, tramita há 60 dias na Assembléia Legislativa, mas nasceu morto. O presidente da Assembléia, Aníbal Khury, afirma que uma proibição deste tipo não será aprovada pela casa, a exemplo do que aconteceu no Rio de Janeiro. Dono de uma coleção de 83 armas, avaliada em R$ 100 mil, Khury também não acredita que a lei federal vingará. ‘‘Vai aumentar a matança dos inocentes’’, diz.
Sem a menor intenção de se desfazer da coleção, Khury dispara contra Renan Calheiros. Para Khury, o ministro da Justiça é um resquício dos tempos do presidente Fernando Collor de Mello, afastado por impeachment, e estaria se exibindo. Segundo o deputado, o governo Federal teria reconhecido a incapacidade de proteger a população. ‘‘Está agindo semelhante ao sujeito que chega em casa e encontro a mulher com o amante no divã. Ao invés de tomar uma atitude contra os amantes, o sujeito vende o div㒒, compara.
Khury se inclui no grupo de pessoas que acreditam no crescimento do comércio ilegal de armas, caso haja a proibição da venda no País. ‘‘Vai acontecer a mesma coisa que houve com o jogo, que proibiram no Brasil e as pessoas vão jogar no Paraguai, Uruguai e Argentina’’.
O deputado Durval Amaral discorda. Para ele, usar uma arma para se proteger de um marginal é um equívoco. ‘‘A máxima de todos os especialistas em defesa pessoal é de jamais reagir a um assalto’’, afirma. Esperançoso de ver seu projeto chegar ao plenário, Durval diz que a tramitação está lenta. ‘‘É um projeto polêmico. Não é de fácil aprovação’’, reconhece.
Ele acredita, no entanto, que se o projeto chegar a ser discutido será aprovado. O problema é que para ser discutido no plenário, o projeto tem que passar antes pelas comissões da Assembléia. E isto é pautado pelo presidente da casa. (J.A.)

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