Projeto para obra de lazer no Igapó 2 é retirado de pauta
O projeto de lei do Executivo que pretende liberar à iniciativa privada a construção de um complexo de lazer no aterro do lago Igapó 2 foi novamente retirado de pauta por tempo indeterminado, na sessão de ontem. Isto porque não foi apresentado o laudo técnico que foi solicitado em junho ao Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul).
O pedido de retirada de pauta foi feito pelo líder do prefeito Antonio Belinati (PDT) na Câmara, o vereador Renato Araújo (PPB), que se mostrou irritado com a demora do Ippul no envio do laudo necessário para que o projeto vá a segunda e última votação. Amanhã (hoje), vamos conversar com o presidente do Ippul, Mário Stamm Júnior, para exigir maior atenção e rapidez nas respostas aos pedidos da Câmara. Esta demora atrasa votações importantes, e pode colocar em risco projetos do próprio Executivo, como este do aterro do Igapó 2, afirmou Araújo.
Ele garantiu que conversará também sobre o assunto com o prefeito Belinati. Estamos preocupados com esta demora na aprovação do projeto, porque o pool de empresas interessado no empreendimento pode acabar desistindo do negócio, comentou Araújo. Segundo ele, o Ippul não conseguiu ainda concluir o laudo porque tem dispensado, nos últimos tempos, toda atenção às mudanças e aperfeiçoamento do sistema viário da Cidade.
O aterro do lago - no Jardim Maringá (área central) - possui quase 90 mil metros quadrados e faz parte do Parque Ecológico Linear do Ribeirão Cambé, sendo área de preservação ambiental. De acordo com o projeto, o empreendimento deverá se destinar ao lazer, arte, cultura, esporte, turismo, comércio e serviços. Ele poderá ter no máximo 20 mil metros de área construída. O laudo do Ippul é exatamente para definir as condições de realização das obras de construção no local.
CEI da Comurb Ainda na sessão de ontem, foi aprovado o pedido de prorrogação do prazo, até 8 de setembro, para a apresentação do relatório final da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga, desde setembro de 97, o possível envolvimento de vereadores com as 212 contratações irregulares - sem concurso público - realizadas pela direção da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) no início do ano passado.
Os vereadores aprovaram ainda a doação de terrenos para a ampliação da Escola Oficina Pestalozi - no Jardim Perobal (zona sul) -, e para a construção da sede própria do Centro Londrinense para Integração Social da Pessoa Portadora de Necessidades Especiais (Celis), no Jardim Interlagos (zona leste). Os dois projetos são de autoria do Executivo.Arquivo FolhaAterro: área faz parte do Parque Ecológico Linear do Ribeirão CambéOsmani Costa





