Projeto para mapear rio depende de verbas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 26 de setembro de 2000
Marta Medeiros De Maringá Especial para a Folha 
O Núcleo de Pesquisa em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura (Nupélia) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) precisa de recursos para pôr em prática projeto de pesquisa no Rio Iguaçu. Uma das preocupações dos pesquisadores está no fato de que 80% das espécies identificadas nesta bacia hidrográfica são próprias do rio e correm risco de extinção.
O projeto também pretende avaliar o impacto provocado pelo derramamento de 4 milhões de litros de óleo da refinaria da Petrobras em Araucária (Região Metropolitana de Curitiba), em julho. O Nupélia é considerado um núcleo de excelência em ecologia de água do doce e um dos únicos do País.
Segundo o coordenador científico do núcleo, Ângelo Antonio Agostinho, o projeto foi apresentado ao Ibama e chegou ao conhecimento da Petrobras para que a empresa possa custeá-lo. O valor de execução seria de R$ 5 milhões e envolve cerca de 40 profissionais. Somente a coleta e amestroagem pode levar um ano para serem feitas.
O objetivo é um monitoramento completo desde a cabeceira do rio até as Cataratas. Com o trabalho, os pesquisadores poderão identificar os pontos críticos e observar as áreas utilizadas pelos peixes para desova e desenvolvimento, além de verificar o tipo de alimentação das espécies.
O resultado pode ajudar órgãos ambientais no conhecimento de meios de controle da poluição e de monitoramento em áreas consideradas prioritárias e indicadores de qualidade da água. Ao final também será possível conhecer a biologia das espécies.


