A Superintendência de Desenvolvimento dos Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa) espera iniciar ainda este ano os trabalhos de controle de enchentes e qualidade das águas dos rios da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), previstos numa nova tecnologia que está sendo implantada pelo governo do Estado. O andamento do projeto depende apenas da chegada de equipamentos que foram adquiridos nos Estados Unidos, Alemanha e Finlândia.
A nova técnica será o tema central do I Seminário de Previsão Hidrológica que acontecerá a partir das 14 horas de hoje, no auditório do Simepar, no Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná.
Edson Manasses, chefe do Departamento de Hidrologia da Suderhsa e coordenador do projeto de previsão hidrológica, explica que a tecnologia servirá como um instrumento de planejamento para viabilizar informações sobre acontecimentos climáticos. ‘‘Poderemos saber quais as áreas que serão atingidas pela elevação dos níveis dos rios, a duração da cheia e também o volume aproximado de água’’, explica. A idéia é permitir que, com esses dados em mãos, as prefeituras e a Defesa Civil possam antecipar medidas para retirar moradores de áreas de risco.
Manasses diz que esta é a primeira vez que é realizado no País um projeto de previsão hidrológica nessa dimensão. ‘‘Utilizaremos radares meteorológicos, dados de satélite e sensores, com a finalidade de planejamento urbano e previsão de enchentes’’, comenta.
Para a realização do trabalho a Suderhsa está aguardando a implantação de softwares para fazer previsões com base em dados atuais. Além disso, também serão usados sensores para medir o nível das águas dos rios e variáveis como velocidade do vento e temperatura. Os equipamentos serão instalados em 25 pontos do Rio Iguaçu, que abrange sete afluentes, na RMC. Ao todo o projeto exigirá US$ 3 milhões, garantidos pelo governo do Estado e pelo Banco Mundial (Bird).

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