Projeto Onde Moras precisa de doadores
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de abril de 2001
Célia Guerra De Londrina 
O projeto Onde Moras inicia nova fase beneficiando dez famílias carentes no assentamento São Jorge, zona norte de Londrina. O projeto, iniciado no final de 1996, já atendeu a 30 famílias. Através dele os barracos são substituídos por casas construídas com materiais retirados do desmanche de outros imóveis. O início das obras da nova etapa, entretanto, depende de casas para a demolição. O Rotary Clube de Londrina-Alvorada, parceiro na coordenação dos serviços, já conseguiu quatro imóveis para o início dos serviços (três delas foram doadas pela Construtora Plaenge), mas o material não será suficiente para a construção das dez casas. Por isso, faz um apelo às pessoas que têm obras para desmanche para que repassem o material da demolição ao projeto.
O Onde Moras nasceu de uma conversa do engenheiro Maurício Tadeu Alves Costa com o padre José Roque Neto, da Paróquia do Jardim Califórnia, zona leste da cidade, que na época trabalhava na Catedral. O nome do projeto foi o tema da Campanha da Fraternidade de 1993, e por sugestão da Cáritas Arquidiocesana órgão de ação social da Igreja Católica que financiou as primeiras construções, virou nome do trabalho. As primeiras famílias beneficiadas moram nos jardins Marabá e Santa Fé, ambos comunidades periféricas da zona leste.
De acordo com o engenheiro, a equipe de operários, constituída por representantes das famílias beneficiadas, se encarrega tanto do desmanche quanto do transporte dos materiais, sem nenhum custo para o proprietário, apenas a doação do material. O projeto Onde Moras tem ainda a parceria da prefeitura na cessão dos veículos que levam o material direto para as casas, e da Transportes Coletivos Grande Londrina na doação dos passes para os operários responsáveis pela demolição.
Dos imóveis, segundo Costa, são reaproveitados até 80% do que é retirado, entre tijolos, telhas, pisos, madeiras, batentes, louças sanitárias, portas e janelas. Todo o trabalho é orientado dentro de regras de segurança e com a utilização de equipamentos de proteção pelos serventes. Além do caráter social, a obra tem um trabalho ambiental, pois reduz os entulhos que são atirados nos aterros, explica.
Os interessados em fazer doações para o projeto podem entrar em contato com o Rotary Clube de Londrina, na Casa da Amizade, na Avenida Harry Prochet, 1.025 ou pelo telefone (43) 341-1412 (falar com a Audrey, no período da manhã).


