Projeto norte-americano já investiu US$ 3 milhões
Osmani Costa
De Londrina
Um dos quatro objetos de estudo do livro do médico Márcio de Almeida é o Projeto Uma Nova Iniciativa na Educação dos Profissionais de Saúde (Pro-Uni), desenvolvido na zona sul de Londrina desde outubro de 1992 com financiamento da fundação norte-americana Will Kellogg. O projeto, que já teve o investimento de aproximadamente US$ 3 milhões, consiste na implantação de um plano de ações para a promoção da saúde pública.
O gerente administrativo do Pro-Uni, médico Darli Antonio Soares, explica que o projeto envolve três componentes básicos: a comunidade, o serviço municipal de saúde, e a academia, através de cursos da área de saúde da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que mantém o convênio com a Kellogg. O convênio e o repasse de verbas prosseguirão por, pelo menos, mais dois anos.
A maior parte das verbas vindas dos Estados Unidos foi aplicada, nos primeiros cinco anos, na aquisição de equipamentos e treinamento de pessoal que atua na área da saúde pública. Neste ano, o invetimento doi de US$ 369 mil. A Fundação Kellogg é uma entidade filantrópica que patrocina diferentes projetos de organização e luta pela cidadania em muitos países, notadamente na América Latina e na África.
O projeto que desenvolvemos é muito amplo, e os resultados bastante positivos. Implantamos, neste período, várias inovações no serviço de atendimento ao público, comenta Darli Soares, lembrando que só no Hospital Universitário da UEL participam diretamente do Pro-Uni cerca de 300 professores e mais de 500 alunos de medicina, farmácia, fisioterapia, odontologia, enfermagem e outros cursos.
O gerente do projeto afirma que os avanços conseguidos nestes sete anos foram repassados à população através do Hospital da Zona Sul que pertence ao estado e das unidades de atendimento da Autarquia Municipal de Saúde. Todo o trabalho é feito em conjunto com a comunidade, e já está sendo estendido ao Hospital da Zona Norte e Maternidade Municipal (área central), garante Darli Soares. A Folha procurou o presidente do Conselho de Saúde da Região Zul (Consul), Nelson Cardoso, para uma avaliação do Pro-Uni sob o ponto de vista da comunidade. Ele não deu retorno às ligações telefônicas.





