Projeto nasceu de idéia do governador e ganhou forma com arquitetos
O projeto arquitetônico das Usinas do Conhecimento partiu de uma idéia do governador Jaime Lerner e foi executado pelos arquitetos Abrão Assad, Cristina Sato e Denise Medeiros Accioly. Denise explica que o desenho evoca a idéia de evolução, dinamismo e criatividade - eixos motores da proposta.
O projeto é modulado e permite a construção de três tamanhos diferentes de usinas, conforme as necessidades de cada local: com 240, 300 e 570 metros quadrados. As três já iniciadas são do maior tamanho e vão custar cerca de R$ 230 mil cada uma.
Independentemente do tamanho adotado, cada usina terá dois espaços distintos. O térreo, que Denise Accioly chama de espaço do exercício, será destinado a ateliês, oficinas, performances e exposições. O mezanino será o espaço para a busca de informação, com equipamentos de informática e comunicação.
De acordo com a arquiteta, a intenção é que, a partir dessa construção, se crie em cada município uma rede de espaços, interligando museus, bibliotecas, escolas. A usina, afirma, seria um espaço para alavancar a transformação.
Cada usina receberá um equipamento básico na área de informática. Segundo o coordenador da área, Antônio Simão Neto, deverão ser 10 computadores, cada um com uma pequena impressora, todos ligados na Internet e de acesso público.
Para acesso um pouco mais restrito - vinculado a projetos que qualquer pessoa poderá apresentar -, haverá em cada usina duas estações de trabalho, uma para editoração eletrônica e outra para multimídia. Também está prevista a compra de câmeras fotográficas e de vídeo.
As necessidades e demandas de cada local determinarão novas aquisições. Simão Neto diz que, para evitar a subutilização dos equipamentos por falta de conhecimento sobre como usá-los, deverá haver em cada usina uma pessoa capacitada a orientar os usuários.





