O projeto Murialdo, criado há dois anos, tem como objetivo operacionalizar as medidas sócio-educativas para jovens que cometem infrações leves, como furtos e dirigir sem habilitação, buscando a participação da sociedade. Após passar pelo Juizado da Vara da Infância, o menor é encaminhado para a liberdade assistida ou a prestação de serviços na comunidade.
O projeto é uma parceria entre a Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel), Pastoral do Menor e prefeitura. Atualmente, 211 jovens estão em liberdade assistida e 75 prestam serviços na comunidade. Como a demanda é grande, novas parcerias com empresas e agentes comunitários são necessárias.
Hoje, dez entidades participam do projeto e há oito agentes comunitários, além de técnicos, para acompanhar durante seis meses a liberdade do menor em recuperação. ‘‘Muitos desses jovens estão desesperançados e os agentes passam a fazer um apadrinhamento, acompanhando de perto a realidade familiar e escolar dos garotos. Existe uma rotulação muito pejorativa sobre eles’’, comenta a coordenadora do projeto, irmã Ana Gilda Zanella.
No final do período de acompanhamento, técnicos elaboram um relatório sobre o desempenho do menor, que é encaminhado para o juizado. Em caso de reincidência, novas medidas são tomadas. Nos casos graves, o adolescente fica internado durante 45 dias no Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator.
A dona de casa Luzineti Macena dos Santos Marcelino, de 59 anos, acompanha um adolescente infrator de 17 anos, que atualmente mora em uma casa-abrigo. Envolvida voluntariamente em trabalhos com meninos de rua há quatro anos, ela diz que o trabalho é difícil, mas compensador. ‘‘A sociedade precisa se envolver para resgatar essas crianças. O medo não contribui e a indiferença vai custar muito caro se não houver uma mudança de consciência’’, afirma. Os interessados e participar do projeto podem ligar para (43) 321-7488 ou ir até a Rua Duque de Caxias, 1860, sala 2. (Ana Paula Nascimento)

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