Um projeto desenvolvido pelo Centro de Atendimento Integrado à Criança (Caic) do Jardim Santiago, zona oeste de Londrina, está modificando a forma como alunos e comunidade utilizam a água. ‘‘Gota D’Água – Pode Ser a Última’’ nasceu com o propósito de despertar para a urgência de se utilizar a água de forma mais racional e, paralelamente, desenvolver uma proposta pedagógica que integrasse todas as disciplinas, segundo a diretora auxiliar do Caic, Givânia Maria Bertin Mazieri.
No final do ano passado a direção da escola inscreveu o projeto no concurso
‘‘Sua Escola a Dois Mil por Hora’’, promovido pelo Instituto Ayrton Senna. No total 1.540 escolas de 10 estados brasileiros se inscreveram. Foram selecionadas 60, sendo seis do Paraná e apenas uma de Londrina.
Para participar, as escolas tiveram que desenvolver um projeto sobre tecnologia na educação. Integrando alunos, professores, diretores e a comunidade, cada escola escolheu um tema para ser desenvolvido utilizando o recurso da tecnologia, tendo sempre em mente a melhoria da qualidade do ensino na sala de aula.
As escolas selecionadas estão sendo visitadas por uma equipe do Instituto Ayrton Senna. O Caic recebeu a visita da equipe ontem, que assistiu a duas apresentações dos alunos: uma sobre o banho e outra sobre a água. Cecília Zanotti, coordenadora do programa que leva o mesmo nome do concurso, explicou que a visita nas escolas tem o objetivo de conhecer melhor a sua ‘‘visão de educação e o envolvimento da escola no projeto’’. ‘‘Queremos que a escola se una tendo em vista o desenvolvimento de competências e habilidades dos alunos e não simplesmente a aprendizagem do conteúdo’’, disse.
No dia 9 de março, 36 escolas das 60 selecionadas serão premiadas. Cada uma receberá um laboratório completo de informática – com sete computadores, impressora e acesso à Internet – e acompanhamento pedagógico do Instituto Ayrton Senna, durante um ano, para a implantação do projeto. Givânia Mazieri afirmou que mesmo que o Caic não seja vencedor irá implantar o projeto.
A professora de Artes Plásticas, Maria Heloísa Cerqueira Silva, disse que todos os alunos – de 2 anos até adultos – abraçaram o projeto. ‘‘Eles estão descobrindo que podem modificar a sociedade.’’ O tema será trabalhado durante todo o ano através de diversas atividades: plantio de árvores, palestras pesquisas de campo, oficinas, debates, edição de livro de histórias em quadrinhos, passeata ecológica, elaboração de vídeo para o Canal Futura e muitas outras.

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