Um projeto pioneiro no País em alfabetização de adultos e recém implantado no Estado, está garantindo o acesso à escola para pelo menos 1,1 mil alunos em 14 municípios paranaenses. O projeto Luz das Letras, criado pela Copel, é inédito em alfabetização através da informática. Em Londrina, várias empresas estão aderindo ao programa e proporcionando educação escolar para a estudantes de baixa renda.
O projeto é uma proposta pedagógica que alfabetiza utilizando a informática como ferramenta principal. São ofertados cinco módulos, sendo que quatro são de 1ª a 4ª séries do ensino fundamental e um módulo é profissionalizante. As empresas colocam os computadores, em horários alternativos, à disposição do projeto que é monitorado por voluntários, quase sempre os próprios funcionários que se dispõem a alfabetizar. O curso tem duração de 200 horas com uma hora aula por dia. No final, os estudantes recebem o certificado de conclusão da Secretaria de Educação.
Ontem, a Associação de Desenvolvimento Tecnológico de Londrina (Adetec) também aderiu ao projeto, a exemplo da Sercomtel, Sesi, Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) e outras empresas que estão em fase de implantação do programa. A Copel fornece o software e o treinamento aos voluntários.
A empregada doméstica Nilza Cervantes, 62 anos, é uma das alunas do Luz das Letras. Ela frequentou apenas o primeiro ano primário e está entusiasmada com a curso. ‘‘Jamais imaginei que um dia eu fosse aprender a ler e escrever num computador. Estou muito animada com esse curso e sei que vou sair daqui totalmente alafabetizada’’, disse ontem à tarde durante uma aula de português.
A pedagoga Graziela Leslie Lisboa explicou que a primeira impressão dos alunos é de apavoramento por causa do computador, mas que depois de algumas aulas pode-se comprovar a eficácia do programa. ‘‘Ele é muito bem elaborado. A informática é um dos recursos da aprendizagem e sabendo trabalhar com ela, é possível ver que realmente funciona’’, disse.
O superitendete regional de distribuição da Copel, Elsson Marcos Spigolon, disse que as empresas interessadas em implantar o projeto devem procurar a Copel. ‘‘É uma chance para a empresa desempenhar seu papel social’’, salienta.

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