Londrina- A juíza da 2ª Vara da Infância e da Juventude, Cláudia Catafesta, relatou que uma dificuldade de muitas cidades é articular a população para implantar a justiça restaurativa. "Londrina foi super-receptiva ao projeto. O projeto que nos inspira é o de Caxias do Sul (RS), que é coordenado pelo juiz referência em justiça restaurativa no Brasil, Leoberto Brancher. A gente procura fazer o que eles fazem lá, trabalhando em três frentes", explicou Cláudia.
A juíza expôs que as práticas restaurativas são divididas em casos judicializados, trabalho preventivo nas escolas e trabalho comunitário, por meio de rodas de conversa com pessoas da comunidade. No dia 15 de maio, uma reunião pública da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara de Vereadores discutiu a criação do Programa de Pacificação Restaurativa em Londrina. Hoje, um grupo de estudos, batizado de Núcleo de Articulação para Implementação da Justiça Restaurativa, já discute o assunto na cidade.
O presidente em exercício do Conselho Tutelar da Zona Sul, Mirko Bressanini, destacou que a justiça restaurativa deu certo no Rio Grande do Sul. "Dá uma chance da pessoa se redimir do erro e tentar consertá-lo. Este é o grande lema da justiça restaurativa", apontou. "Enquanto isso não acontecer, os crimes continuarão e as pessoas continuarão pedindo para reduzir a maioridade penal", acrescentou. (V.O.)

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