Apenas um terço das bombas de postos de combustíveis de Londrina poderão ser do tipo self-service ou de auto-atendimento. Projeto que trata do assunto foi aprovado ontem, em segunda e última discussão, pela Câmara de Vereadores, na forma de substitutivo. Agora a matéria será encaminhada ao prefeito Antonio Belinati para ser sancionada ou rejeitada.
De autoria do vereador Sidney de Souza (PST), o projeto provocou polêmica em dezembro do ano passado, quando foi aprovado em primeira discussão. A matéria original proibia a instalação de bombas de auto-atendimento, sob o argumento de que este tipo de serviço iria causar desemprego no setor.
O projeto foi retirado de pauta para ser melhor discutido. Souza conta que foram realizadas reuniões com sindicatos dos trabalhadores e patronal do setor e chegou-se a um consenso, que foi transformado em substitutivo ao projeto original. Em vez de proibir totalmente a instalação de bombas de auto-atendimento, optou-se por estipular uma porcentagem.
Segundo o vereador, as possíveis demissões por causa do auto-atendimento serão revertidas através das lojas de conveniência, existentes em muitos postos. ‘‘Estes empregados poderão ser usados nas lojas’’, afirma. Em Londrina são cerca de 90 postos de combustíveis que empregam cerca de 1.200 trabalhadores, entre frentistas, caixas, borracheiros e lavadores.
O projeto aprovado ontem prevê ainda que todos os postos devem expor ao público, de forma visível, uma série de informações, como a composição química e percentual dos aditivos usados nos combustíveis e os riscos e prejuízos à saúde que esses combustíveis e aditivos podem causar.

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