Curitiba

DivulgaçãoPreservaçãoObjetivos do projeto são criar ambientes de preservação de espécies marinhas animais e vegetais, a criação de um corredor de pesca e o incremento ao turismoNum programa pioneiro no Brasil, o Centro de Estudos do Mar (CEM) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) vai implantar no Litoral paranaense estruturas esféricas de concreto para funcionarem como recifes artificiais. O trabalho faz parte do Programa de Recifes Artificiais Marinhos (RAM), desenvolvido em parceria com a organização não-governamental Instituto Ecoplan, de Curitiba, e tem entre os objetivos criar ambientes de preservação de espécies marinhas animais e vegetais, a criação de um corredor de pesca e o incremento ao turismo ecológico.
A idéia, segundo o diretor do CEM, Frederico Brandini, é instalar numa primeira fase, a partir do início do próximo ano, cerca de 30 estruturas de concreto em cinco pontos de uma linha imaginária, que começa em frente a Praia de Leste e vai até cerca de 50 quilômetros para dentro do mar, em profundidades que variam de oito a 45 metros. De acordo com Brandini, ainda não há prazo para que todas as 30 estruturas estejam instaladas. Ele adiantou, no entanto, que até dezembro próximo três delas serão colocadas no mar para testes.
Brandini explicou que os recifes naturais terão um papel sócio-econômico importante para o litoral. De acordo com ele, os recifes formarão corredores de pesca que beneficiarão muitas famílias de pescadores, sem pesca predatória, já que entre os recifes não é possível fazer arrastão com redes. Além disso, diz Brandini, os recifes poderão incrementar o turismo ecológico, atraindo mergulhadores.
Até colocar os recifes artificiais em funcionamento, o CEM e a Ecoplan vão terminando o que chamam de fase de descrever o ambiente. Ontem, técnicos dos dois órgãos, com a ajuda de pesquisadores da Capitania dos Portos do Paraná, percorreram os pontos da linha imaginária para estudar, entre outros assuntos, a temperatura, transparência e salinidade da água e a formação de plânctons (algas e organismos animais microscópicos). ‘‘Com isso, fica mais fácil sabermos exatamente o que poderá crescer dentro e sobre os recifes’’, explica Brandini.
O diretor do CEM disse que o caráter pioneiro do programa RAM no Brasil está nas estruturas de concreto, já que experiências semelhantes vêm sendo realizadas no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Ceará com outros tipos de estruturas. Nos EUA as estruturas de concreto já vem sendo utilizadas há cinco anos e é de lá que virão as formas para a confecção das estruturas do RAM, que deverão ser fabricadas em Praia de Leste.

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