Projeto leva insatisfação de crianças à Prefeitura
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2003
Gilmar Agassi<br>Reportagem Local 
A falta de asfalto, a deficiência no setor de saúde e a violência foram as maiores reclamações recebidas, ontem, pelo prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), durante visita de cerca de 120 crianças do ''Projeto Perobal'', desenvolvido na Escola Estadual Olavo Garcia, no conjunto habitacional Avelino Vieiria (Zona Oeste). As crianças entregaram 50 cartas que relatam as dificuldades encontradas nos bairros da região. O projeto é da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e recebe patrocínio do Instituto Ayrton Senna.
Segundo Ana Carolina Rampazzo, uma das pedagogas do projeto, a idéia da visita surgiu com o desenvolvimento de uma oficina sobre cidadania. Durante a atividade, as crianças recortaram de jornais locais notícias ligadas à realidade do bairro, como violência e consumo de drogas, entre outras, e buscaram alternativas para solucionar os problemas.
A aluna da 7 série, Gleici Olga Martins, 13 anos, socilitou o asfaltamento de algumas ruas do Avelino Vieira, que, segundo ela, ficam intransitáveis em dias de chuva. Gleici reclamou, ainda, da falta de médicos e remédios no único posto de saúde existente naquela região.
Willian de Oliveira Reis, 13 anos, aluno da 5 série, também demonstrou insatisfação com a falta de asfalto em parte das vias do Jardim João Turquino. O menino também reclamou da falta de ônibus, principalmente nos horários de pico. ''Tem dia que é melhor ir a pé do que ficar esperando o ônibus'', afirmou.
O prefeito prometeu responder todas as cartas. Ele frisou que o asfalto depende da assinatura de convênios com o governo estadual. Sobre o problema na saúde, Nedson garantiu que no início do ano começa a construção de um posto de saúde na região. E sobre a violência, ele falou que o policiamento é responsabilidade do Estado.
O coordenador do ''Projeto Perobal'', professor Arli Ramos de Oliveira, observou que o objetivo é resgatar a cidadania, oferecendo atividades complementares aos alunos, evitando que eles fiquem nas ruas. O projeto atende 150 crianças e adolescentes, mas existe a possibilidade do número aumentar para 200 no ano que vem. O professor explicou que o bairro foi escolhido após uma pesquisa que o indicava como um dos que mais sofre com a violência.


