Projeto leva educação a assentamentos
Luciana Pombo
De Curitiba
Cerca de 800 assentados no Paraná já estão sendo beneficiados com o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). Os assentamentos são escolhidos através de projetos universitários, que tem o apoio e os recursos liberados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Atualmente, apenas 30 dos 170 assentamentos do Estado estão sendo atendidos pelo programa. Segundo a superintendente adjunta do Incra do Paraná, Maria Rosalina Arend, a intenção é ampliar o processo de alfabetização de adultos para todos os assentamentos. O programa existe há apenas um ano no Estado, ainda estamos aprendendo e nos estruturando para atender os adultos, disse ela.
A coordenadora do Pronera no Sul e integrante da comissão nacional pedagógica, Sônia Fátima Schwendler, disse que no Paraná o programa existe desde setembro do ano passado e atende 800 adultos com idades entre 20 e 80 anos. São atendidos 30 assentamentos da região Sul do Estado. Nosso maior problema é durante o período de safra, quando a frequência cai pela metade, contou ela.
Os monitores são escolhidos e treinados pela Universidade Federal do Paraná. São 40 monitores que estão sendo constantemente reciclados, disse Sônia. Os alunos receberão um certificado de conclusão da primeira a quarta séries do ensino básico fundamental. Outros dois projetos deverão ser iniciados este ano no Paraná, com o apoio da Universidade Estadual de Maringá e da Universidade Estadual de Londrina. Dois mil alunos deverão ser atendidos com os novos programas. Ainda teremos deficiência no atendimento as regiões centro-oeste e oeste do Paraná, mas com o tempo iremos também suprir esta demanda, afirmou.
Os problemas de aprendizagem e a deficiência de projetos em determinadas regiões foram os assuntos discutidos ontem durante o 1º Ciclo de Oficinas de Acompanhamento e Avaliação do Pronera. Segundo a assessora do programa na região Sul, Lucia Reina, este ano foram liberados R$ 21 milhões do Ministério Extraordinário de Política Fundiária para serem aplicados na alfabetização de adultos. Queremos diminuir o problema do analfabetismo brasileiro e, por esta razão, resolvemos começar pelos assentamentos, disse ela.
Em Santa Catarina, o programa deverá iniciar este ano, com 2.500 alunos. Já no Rio Grande do Sul, 800 alunos estão integrados no programa. A partir do mês que vem, outros mil alunos estarão recebendo aulas ministradas através de uma parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Este convênio é pioneiro no Brasil. Os monitores irão até os locais de trabalho e darão aulas nas lavouras e dentro dos assentamentos, disse Paulo Emilio Barbosa, superintendente do Incra do Rio Grande do Sul. O convênio entre Incra-RS e a UFSM será assinado na semana que vem.Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária completa um ano no Paraná e prepara-se para também atender adultos
José SuassunaAprendendoEscola em prédio abandonado, montada pelos sem-terra que estão acampados no Centro Cívico de Curitiba. Eles não contam com o apoio do Pronera pois estão acampados provisoriamente na Capital. Pelo programa, os monitores serão treinados pela Universidade Federal do Paraná





