Projeto leva cidadania a comunidades carentes
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sábado, 19 de maio de 2007
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Na concepção da palavra, cidadania implica não apenas em deveres, mas também em direitos aos quais o cidadão deve ter acesso. Ou deveria - afinal, quando o Estado não consegue garanti-los, são as parcerias da sociedade civil organizada que acabam, se não resolvendo, ao menos minimizando os problemas gerados pela usurpação dessas garantias. É com essa idéia que um grupo de entidades levou ontem a moradores do Jardim Felicidade (Zona Leste) uma série de atividades gratuitas: de corte de cabelo e testes de acuidade visual a orientação jurídica sobre questões trabalhistas e previdenciárias, por exemplo.
O evento é encabeçado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Londrina (Sintracom) - em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), com o Serviço Nacional do Comércio (Senac) e com a associação de moradores local -, que o realizada pela segunda vez desde dezembro. A ação acabou sendo estendida também aos moradores dos jardins Novo Amparo e Santa Luzia, vizinhos ao Felicidade e também carentes.
A ação contemplou ainda distribuição de algodão doce e brincadeiras como cama elástica e piscina de bolas, para as crianças, e ainda testes de diabetes e aferição de pressão arterial, para os adultos. Apesar da chuva e de ruas circunvizinhas toadas pela lama - não há asfaltamento em várias delas -, pelo menos cem pessoas foram atendidas só de manhã, pelos cálculos do sindicato.
De acordo com o presidente do Sintracom, Denílson Pestana da Costa, o objetivo de eventos como o de omtem - que, conta ele, devem ser realizados outros sete, ainda este ano - é aproximar a entidade das comunidades em que estão, por exemplo, os operários que ela representa. Conforme Pestana, são 3,2 mil trabalhadores do setor sindicalizados, em um universo de mais de 5 mil empregados.
''Muita gente tem dúvidas sobre as questões trabalhistas e previdinciárias, por exemplo, então trouxemos dois advogados para prestar orientação. As outras ações sabemos que são necessárias até pelas dificuldades de acesso dessas comunidades a esses serviços'', explicou Costa, para completar: ''É uma forma de suprir necessidades deixadas pelo poder público - é um projeto solidário ao cidadão, mas precisaríamos de muitas outras mãos nos ajudando. Certamente sanaríamos muito mais deficiências'', avaliou.


