Projeto leva cães a entidades e hospitais
E quem disse que hospitais, asilos e escolas especiais são locais destinados somente a pessoas? No que depender do trabalho de um grupo de voluntários de Maringá, os cães também vão freqüentar esses lugares. Pode parecer uma atitude estranha e não aconselhável, mas tudo se justifica em nome do projeto Anjos de Patas, que tem como base a cinoterapia, ou seja, um recurso terapêutico em que profissionais contam com o auxílio de cães adestrados no tratamento alternativo em diversas situações. O trabalho é realizado há quatro anos na Apae, no Asilo São Vicente de Paulo e recentemente no Hospital Universitário de Maringá.
Segundo Luciana Botareli Issa, psicopedagoga e coordenadora do projeto, o contato com os cães facilita a comunicação e interação entre o profissional e o paciente, contribuindo para o sucesso da Terapia Assistida por Animais (TAA), que tem sido realizada em crianças com dificuldades de aprendizado, deficiência e idosos. A terapia pode ainda ser realizada com outros animais como os cavalos. O simples fato de brincarmos com o nome do cão, ajuda a criança a melhorar o processo de escrita, por exemplo. Um passeio despretensioso com os animais pode resultar numa leitura de placas e conseqüente aprimoramento da alfabetização. Tudo é feito de uma forma lúdica e prazerosa, explicou.
Já em crianças com algum tipo de deficiência motora ou mais grave como paralisia cerebral, um carinho singelo ou o virar a cabeça, são estimulados pela movimentação espontânea. Com os idosos temos a mesma situação. O ato de pentear o pêlo do animal ou brincar com uma bola simulam alguns movimentos da fisioterapia que eles nem percebem, completou. Para ela, os benefícios não são somente físicos, mas especialmente psicológicos. Percebemos que o contato é extremamente positivo no resgate da auto-estima e confiança do indivíduo. É o poder curativo dos bichos, afirmou. (M.T.)





