Projeto leva 150 garotos a Museu Histórico de Londrina
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segunda-feira, 21 de outubro de 2002
Ana Paula Nascimento<br> Reportagem Local 
As amigas Carla, Karine e Jeniffer tiveram uma experiência diferente ontem: pela primeira vez, visitaram o Museu Histórico de Londrina, localizado próximo ao Terminal Urbano. Elas fazem parte de um grupo de 150 crianças da 3 e 4 séries do ensino fundamental da Escola Municipal Professora Tereza Canhadas Bertan, do Jardim União da Vitória (região sul), que participaram da visita monitorada ao museu. Ontem, foi a segunda edição do projeto ''Tem Criança no Museu'', organizada pela Sociedade Amigos do Museu (Sam) que, no ano passado, viabilizou a visitação de 800 alunos de diversas escolas da cidade.
Antes de iniciar a visita pela parte interna do museu, as crianças foram recepcionadas, no jardim, pela Banda Municipal, que executou os hinos nacional e de Londrina. Durante o evento, para a grande surpresa das crianças, um integrante do Corpo de Bombeiros desceu do telhado do museu, carregando a bandeira do Brasil. O programa ainda incluiu apresentação teatral do Palhaço Tramelinha e distribuição de refrigerante e cachorro-quente.
Dentro do museu, um mundo novo se abria. Com mais de quatro mil objetos históricos, um variado acervo bibliográfico e de documentação, além do setor de imagem e som, o museu se tornou para as crianças um campo de pesquisa, cheio de surpresas.
Para Jeniffer Samila da Silva Moiole, 11 anos, o que chamou mais a atenção foram as televisões antigas. ''Eram muito grandes'', comentou. Sua amiga, Carla Bispo da Silva, 12 anos, ficou impressionada com as roupas que os padres usavam, comparando-as com ''roupas de rei''. Carine Silva Nascimento, 11 anos, observou, com lucidez, que ''antigamente as coisas pareciam mais difíceis, como ter que retirar água de poços'', mas também percebeu que algumas dificuldades ainda persistem, em pleno século XXI. ''No bairro onde moramos ainda tem gente sem água encanada'', comparou.
No final, o trio teve a oportunidade de ''brincar de faz-de-conta'' em um dos primeiros estabelecimentos comerciais da cidade. No cenário montado como uma típica venda de secos e molhados, as crianças puderam vender e comprar artigos diferentes. ''Foi uma vivência cultural muito rica para as crianças e muitas falaram que querem voltar com os pais'', declarou a professora Ana Luiza de Camargo Potier.


