Curitiba - O governo do Estado lançou oficialmente, ontem, a Rede Paranaense de Ensino e Pesquisa. A rede prevê a utilização da rede de fibra ótica da Companhia Paranaense de Energia (Copel) para ligar as universidades estaduais de Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel e Guarapuava. As universidades também estarão ligadas por rede de fibra ótica à Rede Nacional de Pesquisa (RNP2) e centros de pesquisa da América Latina.
A idéia de criar uma rede de comunicação própria do governo, usando a rede de fibra ótica da Copel e a capacidade tecnológica da Companhia de Informática do Paraná (Celepar), já havia sido anunciada em maio. 'O objetivo é conseguir a integração em vários setores e serviços'', explicou o secretário para Assuntos Estratégicos, Nizan Pereira. Alguns projetos já em andamento prevêem a ligação on-line dos distritos policiais do Estado, a integração das ligação das regionais de saúde e, ainda, a ligação com todas as escolas estaduais.
Segundo o presidente da Celepar, Marcos Mazoni, com o serviço, ''conseguimos transformar uma ligação comercial para uma rede estruturada em cima das potencialidades já existentes do setor público no Paraná'', explica. A primeira vantagem, segundo ele, é a economia, já que tem custo zero. Outra vantagem, de acordo com o professor Marco Aurélio Visintin, coordenador da Rede Nacional de Pesquisa no Paraná, é a ampliação da capacidade de transmissão de dados pelo novo sistema.
Até o final do ano, Visintin acredita que também esteja em funcionamento do Consórcio Latino Americano de Redes Avançadas (Clara), lançada este mês com objetivo de ligar a América Latina à comunidade européia. Segundo ele, já há inclusive aporte de recursos para o projeto de 12,5 milhões de euros.

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