Qualquer família que deseja abrigar uma criança pode se inscrever no projeto. Uma curiosidade é que até agora todos que estão participando têm algum caso de adoção na família, mas este não é um pré-requisito para se cadastrar.
Há dois anos Cleusa Gomes de Oliveira procurou a secretaria de Assistência Social por que queria a companhia de uma criança para passar os finais de semana e as datas comemorativas. A equipe da secretaria apresentou a ela o Serviço de Acolhimento Familiar e Cleusa decidiu abrir as portas da sua casa, onde morava sozinha, para uma criança de 9 anos. ''O início da convivência não foi fácil. Ela tinha outros costumes e por ter morado em um abrigo, não tinha noção sobre como é viver em família. Acho que estou educando ela hoje, mas sei que só vou ver os frutos disso daqui a alguns anos.''
De acordo com Cleusa, ela e a menina abrigada têm consciência de que a situação é provisória. ''Ela já passou pelo processo de destituição familiar e poderia ser adotada se quisesse, mas este não é o caso. Ela quer morar com uma irmã que tem 18 anos e está aguardando esta irmã ter uma vida mais estável para realizar sua vontade. Enquanto isso não acontece, ela fica comigo.''
A menina abrigada por Cleusa é tratada como membro da família pelos outros filhos. ''Tenho quatro filhos, sendo uma adotiva, todos eles gostam muito desta criança e vemos que o sentimento é recíproco. Apesar disso, sei que tenho que respeitar a individualidade dela, se um dia ela for embora morar com a irmã de sangue, vou ter que entender.''
José Alves acolhe as três sobrinhas, que moraram quatro anos em um abrigo. Conforme ele, as meninas estão em sua casa há três anos para que tenham mais contato com a família.®MDBO¯®MDNM¯®MDBO¯®MDNM¯ ''Aqui elas convivem com a mãe, que não tem condições de criá-las, e também com os primos. Não está sendo fácil manter as meninas, mas acredito que vale a pena, pois se eu abrir mão desta educação, elas voltam para o abrigo.'' (M.A)

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