Projeto incentiva a prática de yoga em Londrina
'Yoga no Parque' promove aulas gratuitas da atividade milenar que se tornou febre boa de 2025
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 13 de outubro de 2025
'Yoga no Parque' promove aulas gratuitas da atividade milenar que se tornou febre boa de 2025
Jessica Mussatti/ estagiária* 

Movido pelo propósito de promover o bem-estar físico e emocional, o projeto Yoga no Parque tem se consolidado, ao longo dos últimos anos, como um verdadeiro refúgio para quem busca equilíbrio e tranquilidade. A iniciativa é conduzida por Marcelo Noris, em três pontos de Londrina: o Aterro, entre os Lagos Igapó II e III; o Palco Flutuante, no Lago Igapó I; e a Área de Lazer Luigi Borghesi, o Zerão. "O impacto da prática é imediato, o yoga transforma corpo e mente", fala Noris.
A analista de controladoria, Larissa Paiva Freire, de 23 anos, começou as aulas em busca de alívio para o estresse e bastaram três semanas para sentir os efeitos. “Fisicamente, sinto menos dores nas costas. Emocionalmente, estou mais calma e aprendi a respirar melhor nos momentos de ansiedade”, conta. Para ela, o yoga representa “equilíbrio”. Freire se emociona ao lembrar uma prática especial: “Durante o pôr do sol, ficamos em silêncio na meditação final. Foi um momento muito bonito, de conexão com a natureza.”
Natasha Karina de Oliveira Machado, 45, massoterapeuta, diz que o yoga despertou uma “consciência sobre o corpo” e o desejo de “mudar a rotina de forma sutil e leve”. Segundo ela, o Palco Flutuante tem uma “atmosfera especial”, “em uma das práticas, senti uma alegria de viver tão intensa que ficou marcada na minha memória. Foi um momento transformador.” Para Machado, o yoga é a “consciência de estar na vida.”

Inspira. Expira.
Noris explica que o yoga vai muito além do fortalecimento físico e atua diretamente na redução da ansiedade e no equilíbrio emocional.“A respiração é a única função involuntária que conseguimos controlar. Quando respiramos mais devagar e expiramos por mais tempo, o corpo entra naturalmente em um estado de relaxamento”, explica. Ele lamenta que habilidades essenciais para o bem-estar não sejam ensinadas desde cedo. “A gente aprende tanta coisa na escola, mas não aprende a relaxar. Não me ensinaram, pelo menos. A gente não aprende a respirar.”
Para o instrutor, desacelerar é urgente. "Vivemos na era da informação, com estímulos constantes. O yoga ensina a diminuir o ritmo, a prestar atenção na respiração e isso muda a forma como percebemos o tempo e o mundo ao redor.”

Um projeto que inspira
Natural de São Paulo e londrinense de coração desde 2008, Noris é formado em biomedicina e massoterapia, e atualmente cursa fisioterapia. Ele concilia a rotina com o Yoga no Parque, guiado por um propósito simples, promover a saúde. “O que mantém o projeto até hoje é a vontade de fazer acontecer e de promover saúde.”
As práticas já passaram por diferentes espaços, como a Praça do Japão, a UEL e o Terra Bonita, e há planos de ampliar os horários. O maior desafio, para Noris, é equilibrar as demandas do dia a dia com o desejo de manter viva uma iniciativa totalmente voluntária. “O apoio vem de várias formas, com trabalho, presença, ajuda financeira ou simplesmente com um sorriso no rosto. O importante é que cada pessoa sinta que contribui de forma justa, de acordo com o que viveu na prática.”

Apelo por apoio
Apesar do sucesso, o projeto enfrenta desafios para se manter. O professor e tradutor de língua inglesa, Rodrigo Batizaco Parra, participante há dois anos e meio, faz um apelo por suporte institucional. “Seria importante ter uma ajuda da prefeitura para o grupo que dá as aulas”, afirma.
Para Parra, o apoio do poder público é essencial para garantir a continuidade e expansão da iniciativa, que hoje depende de esforços individuais e contribuições espontâneas. O professor cita como exemplo Balneário Camboriú, onde um projeto semelhante recebe apoio municipal há mais de dez anos. “Esses movimentos de saúde e bem-estar em espaços públicos precisam desse tipo de parceria para crescer e permanecer”, reforça.
Noris lembra que o yoga, antes restrito a nobres e sacerdotes, hoje é uma ferramenta de transformação acessível a todos. “O yoga amplia nossa potência de afetar e transformar a realidade. Espero que essa potência seja usada para construir um amanhã mais leve. Imagine um mundo em que todos pratiquem yoga — mais tolerante, solidário e humano. Essa é a minha esperança.”

Benefícios para a saúde
A fisioterapeuta Caroline Ribeiro Félix dos Santos, natural de Brasília e formada desde 2007 em Londrina, dedica-se ao cuidado integral do corpo e da mente.
Para ela, o yoga é uma das formas mais completas de promover saúde e bem-estar. Prática milenar, o yoga integra movimento, respiração e consciência, fortalecendo o corpo, aprimorando o equilíbrio e reduzindo o estresse.
Santos destaca que todos podem se beneficiar — adultos, crianças e idosos —, pois em cada fase da vida o corpo merece ser observado, acolhido e cuidado com atenção.
SERVIÇO
Para acompanhar os dias e locais das práticas, basta seguir @yoganoparquelondrina no Instagram.
As aulas costumam ser duas vezes ao dia, em terça-feira, quarta-feira e quinta-feira, ás 06h50 e 18h20; aos sábados às 9h30 e 17h30 e domingos, às 9h30.
* sob coordenação de Patrícia Maria Alves (editora)


