Livros ao alcance das mãos, prontos para ser devorados por professores ansiosos por informação e entretenimento: mais de três centenas de obras foram emprestadas só no último trimestre, pelo projeto-piloto Biblioteca do Professor nas Mãos do Educador, criado pela secretaria de Educação de Londrina. Nesta primeira etapa, seis escolas abraçaram a idéia, que tem por objetivo facilitar o acesso aos livros e incentivar a leitura junto aos educadores municipais.
''Implantamos o projeto para facilitar o empréstimo dos volumes aos professores municipais que não têm condições ou acesso às duas subdivisões da biblioteca do professor'', declarou a diretora de Tecnologia e Apoio Educacional da secretaria, Daniela Zanoni Lima. Segundo ela, a avaliação é positiva e o projeto deve continuar no ano que vem, englobando novas escolas.
''Educadores ficaram satisfeitos em encontrar na própria escola os títulos que têm interesse em ler ou consultar'', completou Daniela, explicando que cada escola recebeu cerca de 30 livros didáticos e romances, os quais puderam permanecer com os educadores por um período de até um mês. ''Nesta primeira fase foram apresentados 184 títulos'', citou a diretora.
Ela assinalou que a intenção da secretaria é ampliar o projeto, estendendo o período de empréstimo de um para dois meses nas escolas. ''Se queremos formar alunos leitores temos de incentivar para que os professores leiam mais.''
Participaram do projeto-piloto as escolas municipais David Dequech, Neman Sayun, Professor Moacyr Camargo e Professor Moacyr Teixeira, além dos centros educacionais Valéria Veronezzi e Malvina Pedrialli. Na Escola Municipal Professor Moacyr Camargo, no Conjunto Parigot de Souza (Zona Norte), a Biblioteca do Professor foi um sucesso, segundo a professora Sirlene Moura de Sá, auxiliar de biblioteca.
''Surpreendeu porque não só os professores, mas os funcionários da limpeza e da cozinha também emprestaram livros, principalmente romances e obras que contam a história dos países'', comentou Sirlene. Conforme ela, os kits formados pelas obras escolhidas pelos professores, e a partir de sugestões dos funcionários, foram renovados a cada mês, de outubro a dezembro, e alguns professores levaram para casa os livros mais volumosos, para terminar de ler nas férias.
''Além de facilitar o acesso ao livro, o projeto permitiu que os professores ficassem mais tempo com a publicação. Antes, o período para renovação na Biblioteca do Professor era de até uma semana'', opinou Sirlene, que amou a experiência. ''Como trabalho na biblioteca da escola sempre acabo lendo livros de literatura infanto-juvenil. Com o projeto, tive acesso a romances que normalmente não iria ler. Li seis obras em três meses'', confessou a professora, que escolheu os suspenses de Agatha Christie como seus preferidos.

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