Projeto ganha novos parceiros
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 01 de outubro de 1997
Luka Morais Londrina 
O reaproveitamento do material de construção que teria como destino o depósito de entulho já ajudou a construir mais de 10 casas na periferia de Londrina. Iniciativa inédita, o projeto Onde Moras, idealizado pelo engenheiro civil Maurício Costa, vem ganhando a adesão de empresas e instituições.
A direção do Banco do Brasil já ajudou na construção de casas no Jardim Olímpico (zona oeste). As casas com 44 metros quadrados, dois quartos, sala, banheiro e cozinha, foram erguidas com material de um prédio do BB que seria demolido. Os funcionários do banco também decidiram contribuir: estão doando mensalmente 10 cestas básicas às famílias atendidas pelo projeto.
O projeto também ganhou a adesão da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL). O grupo que atua no desmanche e construção das casas, num total de 10 homens, está podendo se deslocar do bairro até o local da demolição sem ter que desembolsar o dinheiro do transporte coletivo. A TCGL está doando mensalmente 360 passes para o projeto. E a Prefeitura também já garantiu o transporte do material.
O engenheiro Maurício Costa informa que, em breve, o Onde Moras terá também a ajuda da Universidade Estadual de Londrina (UEL). A expectativa é de que, através de um convênio, a instituição forneça estagiários nas áreas de Engenharia Civil, Arquitetura e Serviço Social, para acompanhar o processo que se inicia com a localização de imóveis em vias de demolição até a construção das casas.
Costa acredita que a criação de uma central de informações poderá ajudar a organizar o projeto. Precisamos de pessoas que auxiliem na fiscalização dos trabalhos e que ajudem na organização, porque mão-de-obra para construir as casas não é problema.
O projeto, mantido através de parcerias, funciona de maneira simples, envolvendo um grupo de 10 pessoas. Metade se encarrega do desmanche da construção, reaproveitando cerca de 90% do material (telhas, tijolos, esquadrias, madeira, pisos e pias). A outra metade trabalha na construção das unidades, que ficam prontas em 15 dias.
O doador do imóvel demolido, além de estar colaborando para que famílias carentes possam construir sua moradia, também acaba economizando. A demolição de um imóvel com cerca de 200 metros quadrados, calcula Costa, tem um custo estimado em cerca de R$ 2 mil.


